★★★★★
A escolha
– Você é míope? – Ouvi-o dizer em tom de interrogação. Eu assenti. – Você é a única coisa que eu consigo ver. Ele baixou o olhar para mim, nossos narizes quase se tocando. – Ótimo.
Sinopse:
Livro 4 - Os TravisEla evitava relacionamentos a qualquer custo. Ele jamais pensou que encontraria alguém como ela. Avery Crosslin organiza os melhores casamentos da alta sociedade de Houston, no Texas, mas não acredita no amor, pelo menos não quando o assunto é a vida dela. Quando conhece Joe Travis e o confunde com um fotógrafo de casamentos, não tem a intenção de deixar que ele se aproxime. Mas Joe é o tipo de homem que vai atrás do que quer, e ela acaba não resistindo. Depois de uma noite juntos, no entanto, Avery está determinada a impedir que isso aconteça novamente. Um homem como Joe só pode significar problemas para uma mulher como ela. E justo quando acaba de ser contratada para planejar o casamento do ano, um evento decisivo, ela não vai deixar que distrações a impeçam de alavancar a sua carreira. Mas complicações começam a se acumular rapidamente, colocando o grande evento em risco, especialmente quando os segredos da noiva vêm à tona. Em pouco tempo Avery é levada a fazer a escolha mais difícil de sua vida. E precisa arriscar tudo – sua carreira, sua família e seu coração – para descobrir o que realmente importa.
O que eu achei:
Maravilhoso... estava morrendo de saudade desses texanos. E o desfecho, protagonizado pelo Joe, o mais novo dos irmãos Travis, fechou a série com chave de ouro. Sim, o meu favorito da série ainda é A busca (porque Jack Travis é insuperável), mas A escolha ficou com a medalha de prata.
Não desperdice nem um minuto de sua vida. Procure qualquer motivo para ser feliz. Não se reprima achando que vai ter tempo mais tarde... nenhum de nós pode ter certeza disso. (...) Às vezes você precisa se arriscar e deixar alguém se aproximar, porque seus instintos lhe dizem que essa pessoa vale o risco. Então você tem que apostar, tem que confiar na pessoa e esperar que ela não vá estraçalhar seu coração, e, droga, às vezes você faz a escolha errada – ele fez uma pausa. – Mas você tem que continuar apostando até encontrar a certa. Você desistiu cedo demais, Avery.
Por ter sido abandonada no dia do casamento e por seu pai nunca ter sido presente ou sincero com as mulheres, Avery não acreditava que tinha sido feita para o romance e sofria com uma baixa autoestima. Embora fosse uma mulher machucada, que não se permitia confiar nos homens, ela não era amargurada ou cínica, ao contrário, era uma personagem fácil de amar. A autora soube trabalhar muito bem a personalidade da protagonista. E quanto ao Joe, bem, eu já o adorava desde os livros anteriores... e sim, ele segue a boa genética da família em beleza e caráter: um cara decente, galanteador, honesto (e texano, haha).
Meu coração era o objeto protegido com cuidado na prateleira. Eu tinha tentado mantê-lo a salvo de danos, tentei usá-lo apenas quando necessário. Mas algumas coisas ficam mais bonitas com o uso frequente. Os arranhões, os riscos e as rachaduras, os lugares que ficaram gastos, as partes que quebraram e foram consertadas... tudo isso significava que o objeto tinha servido ao seu propósito. De que servia um coração que mal tinha sido usado?
Joe e Avery são lindos e eu amei a história deles e tudo o que rolava nos bastidores. Adorei rever os personagens dos livros passados, ficar atualizada sobre o que aconteceu na vida deles e ver que continuavam felizes e apaixonados. O triste foi saber que o patriarca tinha morrido... Também amei o romance que se desenrolava entre Sofia e Steven, personagens secundários pra lá de carismáticos, a Cacá, a cadelinha banguela também me ganhou e o drama entre a noiva oportunista e o Ryan também foi bacana. Resumindo, A Escolha é um romance leve e ao mesmo tempo empolgante, com uma história sensível, bonita e bem construída. E com um epílogo mais que perfeito, que voltei pra reler do começo outra vez, S2.
Coloquei a mão dele na minha cintura e fiquei na ponta dos pés, deliberadamente moldando meu corpo ao dele. Joe era quente e robusto, e seus braços me apoiaram com firmeza. Ele começou a me beijar devagar, indo fundo, como se o mundo estivesse para acabar, como se fosse o último minuto da última hora do último dia. (...) Aquele beijo me deu mais prazer do que qualquer outro ato de intimidade que já tinha experimentado.

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