★★★
Simplesmente Nova York
Jamais vira um ser humano com mais de 20 anos que não tivesse suas questões. Isso era estar vivo. Se você estiver vivendo, mais cedo ou mais tarde terá algumas cicatrizes para mostrar.
Sinopse:
4º volume da Série Para Nova York, com amor
Às vezes, a melhor maneira de encontrar o amor é parando de procurá-lo. Molly (ou Aggie, nas redes sociais) é a colunista de relacionamentos mais famosa de Nova York, e seu livro sobre como encontrar a pessoa certa vendeu milhões de exemplares. Pena que ela não consegue seguir os próprios ensinamentos. Depois de um término traumático que a levou de Londres para Nova York, Molly decide que relacionamentos não são para ela, e que o único amor de sua vida vai ser seu dálmata, Valentine. Daniel (ou Rottweiler, para os inimigos) é o advogado especialista em divórcios mais famoso de Nova York, e sabe que sentimentos são a pior coisa que alguém pode trazer para um relacionamento. Um pouco de diversão, porém, não machuca ninguém, e é por isso que ele não vê nada de mais em pegar um cachorro emprestado para conhecer a linda mulher que cruza seu caminho toda manhã no Central Park. Molly e Daniel acham que sabem tudo sobre relacionamentos. No entanto, à medida que a química poderosa entre eles os aproxima, começam a descobrir que ainda há muito o que aprender sobre o amor... Após Amor em Manhattan, Pôr do sol no Central Park e Milagre na 5ª Avenida, Sarah Morgan está de volta com mais um romance para renovar sua fé no amor.

O que eu achei:
Hum... eu aqui esperando mergulhar em mais um romance delicinha e nada... nada do romance decolar. Assim, de forma geral é um livro bacaninha, mas eu estaria mentindo se dissesse que amei o casal principal. A sinopse me animou de cara, mas conforme fui avançando, fui ficando entediada (e até incomodada em alguns momentos) com a história e com o ritmo lento e repetitivo. E sim, minhas expectativas estavam nas alturas, afinal, eu fiquei apaixonada pelos volumes anteriores e pelo fato da sinopse ser bem parecida com a de um livro da Vi Keeland que eu amo, fiquei esperando que esse fosse tão bom quanto todos esses. Mas, pela primeira vez, não me vi apaixonada por um romance da Sarah Morgan. Resumindo tudo, a Molly colocou na cabeça que era incapaz de amar um homem, porque sua mãe foi horrível com o seu pai e porque ela nunca tinha se apaixonado pra valer por nenhum dos seus ex-namorados e blá blá blá... Tipo, ela acreditava que tinha herdado isso da mãe (revirar de olhos) e que estava destinada a ser um fracasso nas relações amorosas. Daí, depois de ter ficado com fama de ter um coração de pedra (por causa de um ex-namorado panaca que a gravou recusando seu pedido de casamento e postou no youtube), ela se mudou para Nova York e desistiu definitivamente dos homens e só queria saber do amor do seu cachorro, o Valentine. E ficava o tempo todo tentando evitar se aproximar dos caras, sentindo pena de si mesma e dando conselhos amorosos para os outros como se fosse uma expertise no assunto. O Daniel, que é um cara super confiante e bacana, gosta dela de cara e faz de tudo para se aproximar (como fingir ter um cachorro). Conforme a narrativa avança, eles vão se apaixonando lentamente. Mas um dos problemas da história é que os protagonistas ficam num interminável 'chove e não molha': ele correndo atrás dela e ela fugindo dele, não vou negar que tive vontade de adiantar umas páginas, porque era essa mesmíssima ladainha a cada capítulo.
Achei a Molly uma personagem chata, cansativa (e hipócrita em vários momentos) e aquele mantra de "eu não fui feita para o amor" realmente encheu a paciência. A mulher era uma psicóloga comportamental que até já havia escrito livros sobre relacionamentos! Então pra mim não fazia o menor sentido aquela insegurança toda e ingenuidade de conveniência, incapaz de enxergar que havia sido manipulada pelo ex e que era sim, capaz de se apaixonar, só não tinha encontrado alguém interessante antes. E sinceramente, teve vezes em que achei um pouco exagerada aquela devoção toda ao Valentine. Eu amo cães, mas nada a ver ela tratar o cão como um “homem substituto”. Sei lá... esquisito até. Ela era a psicóloga da história, mas era também a que mais precisava de acompanhamento psicológico, rs. Então, talvez por não ter gostado muito da Molly é que eu não tenha caído de amores pelo par da trama. E não sei se curto muito esse lance de conquistar alguém através da insistência incansável. Desde o início, o Daniel ficava praticamente implorando pela atenção dela e a Molly jogando duro. Ao invés de render uma expectativa gostosa, isso fez as coisas esfriarem e ficarem sem graça. Apenas não me senti flutuando nas nuvens lendo as partes mais românticas, o casal realmente não me cativou, não funcionou pra mim. E aquela irmã dele, pela madrugada! A Fliss me deu nos nervos, que personagem irritante! Fliss e Harriet serão as próximas heroínas da série, então vamos ver no que vai dar. Apesar disso continuo animada com a série e acho que posso ser surpreendida positivamente, afinal, a Frankie, do segundo livro, não era a minha favorita das três amigas, mas acabou que eu amei o livro protagonizado por ela. Então, torcendo por uma ótima sequência.
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