Até mesmo os muros mais intransponíveis acabam mostrando algumas rachaduras.

Sinopse:

Livro 1, Família Wherlocke

Estamos no século XVIII, na Inglaterra georgiana. Como todas as gerações de sua família, Chloe Wherlocke possui habilidades especiais, e o seu dom é enxergar além da visão física. Em 1785 ela prevê a morte de uma mulher que acabara de dar à luz e toda uma trama para atender a motivos escusos. Ao encontrar uma criança abandonada ao lado do corpo da mãe, ela salva o bebê e o cria escondido do mundo. Fazia isso por amor, mas talvez houvesse neste gesto alguma força do destino... Com o passar dos anos, Chloe descobre que o encontro com a criança não havia sido uma simples coincidência e nota, pouco a pouco, um desenrolar de acontecimentos que envolviam todos os membros de sua família, num jogo de traições, mentiras e assassinatos. Consciente de tudo, ela precisa ser rápida para salvar a vida do pai do menino, o conde Julian Kenwood, e avisá-lo que o filho não morreu. Mas, ao se aproximar da família Kenwood, Chloe percebe seu sentimento de proteção por Julian se transformar enquanto a cada momento tudo fica mais perigoso.


O que eu achei:

A vidente tem uma premissa interessante e convidativa (inicialmente), ainda mais pra mim que curto um pé na fantasia, gosto dessa coisa de poderes sobre-humanos. A sensação de perigo é crescente no decorrer da história e há várias intrigas, no entanto, da metade em diante a trama foi ficando arrastada e repetitiva (não aguentava mais ler que os Wherlockes eram férteis como coelhos, por exemplo), achei o final meio sem graça e a trama com furos para a época em que passava, e minha nossa, como a turma 'boazinha' era lenta pra arranjar provas, pra tomar alguma iniciativa e deter os vilões. Por causa das particularidades da família Wherlocke, esperava que seus poderes fossem mais bem aproveitados no decorrer da história, dando-lhes vantagens consideráveis, sobretudo os poderes da Chloe. Nossa mocinha cheia de visões e premonições prometia ser forte, poderosa, desprendida das regras sociais, inteligente e misteriosa (meio que esperava encontrar uma Ari do século XVIII, heroína de Salve-me), mas acaba que a Chloe é uma mocinha bem lugar comum, submissa e preocupada em ser uma condessa digna... E Julian não me conquistou, é chatinho, repetitivo pra caramba e omisso (do tipo que não fazia nada a respeito de nada, fingia não ver a traição da esposa e do tio ou as coisas erradas que aconteciam em suas terras, um banana). Chloe e Julian eram tão forçadinhos que nem as cenas sensuais agradaram, faltou algo a mais nesse casal. Achei os vilões exagerados, caricatos e com argumentos fracos pra tanta maldade, podia ter um lance mais pessoal além de dinheiro... Enfim, é isso, romance de época legalzinho com um tico de mistério e suspense e um casal chuchu, hehe.