★★★★
Imperfeitos
Esta é a questão com a sorte: acontece quando e onde tem de acontecer.
Sinopse:
Duas pessoas que se odeiam juntas numa viagem dos sonhos? Tudo pode acontecer. Olive se sente como a gêmea azarada da casa: dos acidentes estranhamente inexplicáveis ao fracasso na vida profissional e amorosa ― nada dá certo para ela. Porém, parece que o jogo vira quando sua alergia a frutos do mar a protege de um desastre, já que todos os convidados da festa de casamento da irmã sofrem com intoxicação alimentar. Na verdade... nem todos. Ethan, o irmão do noivo, também ficou de fora desse pesadelo. Então, a irmã de Olive, sempre muito prática, propõe a eles que aproveitem a viagem de lua-de-mel, que não é reembolsável, para uma ilha do Havaí. Mas há um 'pequeno' problema: Olive e Ethan são inimigos mortais. Há um passado entre eles que tornou a convivência impossível. Mas quem vai dizer não para essa viagem? Ainda mais de graça? Nem pensar! A ideia de ambos era ficar bem longe um do outro, mas a situação muda quando uma mentirinha boba vai crescendo e não podem voltar atrás. E dividindo a mesma suíte, entre farpas e sarcasmos, já se pode desconfiar.... onde tem raiva tem fogo? Com diálogos inteligentes e divertidos, dois personagens cativantes, e cenários de tirar o fôlego, Imperfeitos é o livro ideal para rir sem parar e ainda ver uma história de amor nascer no lugar mais improvável.
O que eu achei:
O livro é um prato cheio de clichês, aquela típica mocinha azarada, o ódio que vira amor, as situações constrangedoras que forçam os protagonistas a fingir que são um casal e que os aproxima cada vez mais fazendo com que se apaixonem, etc, etc... É aquele tipo de história que a gente já viu umas mil vezes por aí e que ainda continua valendo a pena. Depois de um tempinho muito atarefada e sem tempo pra ler, estava mesmo doida por uma comédia romântica levinha, gostosa e previsível, e pra mim o livro entregou isso, tanto que li num único dia. Porém Imperfeitos não é aquele romance perfeitinho, que você ama 100%. Primeiro que essa coisa de inimigos por mal entendido é bem batida e precisa de uma construção melhor pra ser mais crível, e pra mim aqui ficou devendo. Olive guardava raiva do Ethan por coisas bobas e ele era chato com ela por... nada? Se ele sempre gostou dela porque torcia o nariz pra ela no começo? É só que essas impressões equivocadas poderiam ter sido resolvidas com uma simples conversa. Mas nem foquei muito nisso porque gostei do casal. O chato mesmo foi que me decepcionei com a Ami e com o Ethan mais pro final do livro, principalmente com a Ami, que não devia ter duvidado da sua irmã num assunto sério, poxa, as duas pareciam tão ligadas e quando a Olive conta o que Dane fez, Ami diz coisas horríveis para a própria irmã e fica do lado do marido canalha, e é só por causa de uma coincidência que Ami descobre a verdade e finalmente acredita na Olive, e não porque foi atrás da verdade, porque deu à irmã (que conhecia a vida inteira) o benefício da dúvida. Mesmo problema com o Ethan, que passava muito pano para o Dane e tinha umas falas machistas: "você acha que aconteceu isso, você entendeu errado aquilo", isso me deixava p da vida com o Ethan, teve um momento em que desejei que Olive terminasse o livro solteira, simples assim. E a reconciliação do casal foi um pouco aquém do que esperava, uma declaração fofinha em público e pronto, já foi perdoado. Mas de modo geral gostei da história, foi tipo 8,5/10.
Leia também:
Como disse anteriormente, amor e ódio é um clichê que aparece num montão de enredos... Dos livros que li (e fui lembrando) listei aqui aquelas histórias onde os casais aparentemente não se toleram, vivem de implicância e demoram muito até admitirem que se amam, assim como os protagonistas de Imperfeitos. Então vamos lá:
Orgulho e preconceito (Jane Austen) – O rei dos romances no quesito amor e ódio, esse livro já inspirou muitas outras histórias. Os protagonistas de classes sociais diferentes simplesmente não conseguem se entender, sobretudo depois que alguns boatos maldosos chegam ao ouvido da mocinha. Quando o protagonista pede a mocinha em casamento e recebe uma resposta humilhante, resolve fazer de tudo para demonstrar que não é o patife que ela pensa. O diário secreto de Lizzie Bennet (Bernie Su e Kate Rorick) – Como é inspirando no clássico Orgulho e preconceito, o casal inicialmente não se suporta. Somente quando os mal-entendidos são esclarecidos é que eles podem dar um pontapé inicial na relação. O visconde que me amava (Julia Quinn) – Ela o via como um libertino sem coração. Ele a via como uma megerazinha amarga. Nesse romance, os mocinhos vivem de implicância até uma briga acalorada terminar num beijo inesquecível. Abalados com o que sentiram, passam a evitar a presença um do outro a todo custo.
Uma semana para se perder (Tessa Dare) – Como duas pessoas tão diferentes e teimosas poderão cruzar o país sem se matarem? Ela é uma intelectual feminista, ele, um libertino irresponsável. Quando se juntam, só sabem discutir. Mas dessa vez, eles precisam um do outro para conseguirem sair da cidade sem serem vistos. Numa jornada repleta de aventuras, aos poucos as discussões vão perdendo espaço para o carinho e a atração que passa a nascer entre eles. A soma de todos os beijos (Julia Quinn) – Para a mocinha, ele é o responsável por tudo de ruim que aconteceu à sua família, inclusive por nunca ter conseguido um pretendente. Para ele, ela é a mulher mais louca e insuportável que já pisou na face da terra... Quando são obrigados a permanecerem na companhia um do outro durante os eventos sociais, descobrem que melhor que falar e discutir, é beijar, hehe. A protegida (Lisa Kleypas) – Ele achava que a mocinha não passava de uma oportunista e consequentemente, a odiava. Mas quando descobre o verdadeiro caráter da mocinha, pouco a pouco ele passa a enxergá-la com outros olhos.
O jogo do amor/ódio (Sally Thorne) – Os protagonistas desse romance simplesmente se odeiam. Não é desgostar. Não é tolerar. É odiar. E eles não têm nenhum problema em demonstrar esse sentimento. Sobretudo quando surge a possibilidade de uma promoção no trabalho e uma guerra de egos é travada. Talvez eles ainda não tenham percebido que há muito mais por trás de toda essa aversão que aparentemente sentem um pelo outro. Um amor apaixonado (Silvia Spadoni) – Nesse romance de época, a mocinha, uma lady inglesa, anseia por aventuras e sempre sonhou em conhecer o misterioso Oriente. Quando surge a oportunidade perfeita para realizar o sonho de viajar até lá, ela se vê obrigada a ficar sob a tutela e proteção de um príncipe árabe arrogante, insuportável e irresistível! E pior, ele odeia o povo inglês. Em meio a muitas diferenças culturais, será que poderá nascer um amor apaixonado? Manhã de núpcias (Lisa Kleypas) – Ela trabalha para a família dele, mas simplesmente não consegue suportá-lo. Ele adora provocá-la com indiretas e piadinhas de duplo sentido... Depois de muitas, muitas brigas (inclusive em outros livros da autora), esses dois corações solitários encontram abrigo onde menos esperavam: nos braços um do outro.
Era uma vez no outono (Lisa kleypas) – A cultura em que foram criados e as enormes diferenças de pensamento, faz com os protagonistas desse livro não consigam ter sequer uma conversa pacífica, porque tudo o que dizem leva à brigas e antipatia mútua. Mas quando um beijo inesperado rola, e desperta uma paixão avassaladora, eles percebem que as diferenças só tornam a relação mais interessante. O beijo de chocolate (Laura Florand) – Ela estava em paz com a sua casa de chá e doces até o metido do confeiteiro mais famoso da cidade se mudar para a sua rua e roubar todos os seus clientes. Rivais nos negócios, esses dois doceiros simplesmente não conseguem se entender e qualquer conversa já é motivo para briga. Numa guerra divertida e açucarada, vence quem ficar sem se apaixonar pelo concorrente por mais tempo. O par perfeito (Nora Roberts) – Brigas são garantidas quando os protagonistas desse livro se juntam. Para ele, ela é uma metida cheia de manias de perfeição. Para ela, ele não passa de um caipira grosseirão. Mas é no momento em que ela mais precisa de um ombro amigo que esse azucrinante conhecido se torna um, ou mais que isso, já que amigos não ficam se agarrando por aí, hehe.
A pequena livraria dos corações solitários (Annie Darling) – Quando a romântica heroína dessa história recebe um livraria falida de herança e resolve transformá-la numa livraria que vende apenas romances, precisará lidar com o terrível neto da antiga dona da loja, conhecido como o homem mais grosseiro da cidade, e que para piorar, parece ter planos completamente diferentes para o imóvel. Uma dama fora dos padrões (Julia Quinn) – Eles brigam desde crianças. Quando esses dois adversários de uma vida inteira se veem obrigados a permanecerem um bom tempo juntos, a aproximação revela afinidades e sentimentos desconhecidos até então. Talvez eles descubram que a pessoa que destetam seja a mesma sem a qual não conseguem viver. Amor e ódio irresistíveis (Christina Lauren) – É numa festa de Halloween que os protagonistas desse romance se conhecem e sentem 'aquela' química. E mesmo o fato de ambos serem agentes de talentos de firmas concorrentes em Hollywood não é suficiente para afastá-los. Isso até descobrirem que as empresas se fundiram e que terão que brigar pelo mesmo cargo... e o que poderia ter sido o desabrochar de um belo romance se transforma em uma guerra declarada de sabotagem mútua. Tomara que o amor vença a batalha.
Como se vingar de um cretino (Suzanne Enoch) – A mocinha desse romance de época quer dar uma boa lição no lorde que partiu seu coração seis anos atrás. Agora ela quer fazê-lo experimentar a mesma sensação, fazendo-o se apaixonar por ela e depois abandonando-o. Mas, entre uma vingança que não sai bem como o planejado, discórdias e beijos roubados, será que vale a pena deixar as diferenças de lado e dar outra chance ao amor? Um verão na Itália (Carrie Elks) – Ela vai passar uma temporada numa charmosa villa italiana, mas ao chegar lá descobre que terá que dividir o espaço com o seu arqui-inimigo, o cara a quem culpa por seu bloqueio criativo e seu fracasso profissional. Juntos, eles terão que confrontar o passado de uma vez por todas. E o que começa como uma hesitante amizade rapidamente se torna uma atração intensa.


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