Uma única escolha pode construir destinos ou destruí-los. Escolha bem.

Sinopse:

Trilogia do Coração 1/3 

Na pequena cidade de Ardmore, na Irlanda, o pub Gallaghers é o centro nervoso da comunidade costeira e a casa dos irmãos Aidan, Shawn e Darcy. O mais velho, Aidan, é um homem não só muito experiente e viajado, mas também um profundo conhecedor dos mitos de seu país. Fica intrigado ao perceber que Jude Murray, uma pacata professora de Chicago recém-chegada à cidade, é muito mais instigante do que todos na cidade podem perceber. Jude retornou para Ardmore, mais precisamente para o Faerie Hill Cottage, o chalé da Colina das Fadas, determinada a reavaliar sua vida e recuperar-se de um casamento desastroso e de uma carreira mal-sucedida. Abandonou uma vida segura em Chicago por outra mais simples, e sente-se aliviada morando no charmoso chalé que pertenceu à sua avó. Recusa-se a admitir a magia contida naquela casa povoada por fantasmas e fadas. Porém, os habitantes da cidade, em particular Aidan Gallagher, não descartam essas aparições de forma convincente, e Jude aprende a escutar com atenção as mensagens desses pequenos seres. A partir do momento que Jude e Aidan se aproximam, ele vê nela uma mulher que pode ao mesmo tempo encantar seu coração e agitar seu sangue, e Jude luta para restabelecer seu equilíbrio, enquanto criam sua própria história de amor.


O que eu achei:

Eu amo muitas das trilogias da Nora, isso não é novidade, mas acho que comecei a Trilogia do Coração com o pé esquerdo, por assim dizer. Adorei o cenário irlandês (sempre prazeroso viajar para a Irlanda através das histórias da Nora), a trama girando em torno do príncipe das fadas e seu amor perdido é interessante, gostei de todos os personagens que foram apresentados, dos irmãos principais, da Brenna e sua família, etc... só encrenquei mesmo com a protagonista. A Jude me entediou grandemente, que personagem chata e sem carisma. Nossa heroína se sente infeliz com tudo (vida pessoal, profissional, familiar...) e resolve passar as férias na Irlanda pra pensar na vida, é lá que conhece o charmoso Aidan, e temos o nosso primeiro casal da trilogia. Gostei dele. Mas não tenho certeza se Aidan e Jude combinavam, Aidan encara a vida com leveza e está super aberto pra o amor (do tipo que põe os olhos na mocinha e já se enamora), enquanto a Jude é travada até o último fio de cabelo (e é tão sem sal, o que ele viu nela?, eu me perguntava). É até ok vê-la conquistando aos poucos sua autoestima, se descobrindo... mas não consegui me conectar com a personagem. Fato é que Jude e Aidan meio que precisavam se acertar para ajudar o príncipe das fadas a quebrar o encanto, erros do passado precisavam ser consertados no presente. E bem, naturalmente eles superam os probleminhas e terminam felizes, mas me desencantei ainda mais com o casal no finalzinho, quando não bastando dizer um sonoro 'não' ao pedido de casamento do Aidan, a Jude faz uma cena no pub onde ele trabalha e lhe dá um soco no rosto (chegando a tirar sangue), eu fiquei: como assim? Sei que a trama foi escrita há algumas décadas (e eu sempre passo um paninho pra isso), mas pra mim quando uma das partes recorre à agressão física pra resolver seus problemas é porque o amor e o respeito já desceram pelo ralo. E os habitantes de Ardmore parecem achar socos e pontapés uma coisa tão cotidiana quanto o nascer do sol (vai entender...). Diamantes do sol foi uma leitura mais ou menos por tudo isso que falei e também pelo excesso de descrição que me deixou com muito sono numas partes, mas estou esperançosa com os próximos volumes.

A poesia não costuma brotar da alegria, mas sim dos pesares.