A magia mais pura está no coração.

Sinopse:

Livro 1 – O legado dos Donovan

O clã dos Donovan é uma das mais bem-sucedidas criações de Nora Roberts. Descendentes de irlandeses estabelecidos na Califórnia, os membros da família têm duas características comuns: charme irresistível e o dom da magia herdado dos ancestrais celtas. O primeiro livro dessa série conta a história de Morgana Donovan, que graças a uma aguçada intuição, reconhece em Nash Kirkland o homem que complementaria sua vida. O problema é que ao deparar-se com os imensos poderes da mulher por quem está apaixonado, ele se sente frágil e inseguro: como saber se o que sente é amor ou apenas resultado de um truque de mágica? O cético e teimoso Nash Kirkland sempre manteve seus sentimentos em estado de alerta — até ser capturado pelos encantos misteriosos de Morgana Donovan.


O que eu achei:

Cativada. Uma delicinha de história, leve e divertida. Já posso adiantar que amei conhecer os Donovan. Como não curtir a história de uma feiticeira e um cético? Se você gosta dessa pegada de romances com magia e fantasia vai adorar conhecer essa série da Nora. Aqui o cara vai atrás de uma charlatã e encontra uma autêntica bruxa celta (com sangue de duendes e tudo, kk). Adoro as mocinhas fortes e poderosas e Morgana se encaixa perfeitamente nesse perfil. A bruxinha empreendedora está vivendo a sua vidinha quando um escritor bate à sua porta loja pra entrevistá-la e conseguir inspiração para seu novo roteiro. Nosso mocinho incrédulo e cínico só não esperava, óbvio, ser alvo da magia mais poderosa de todas: o amor. Olhem, não vou mentir, passei um bom tempo com o pé atrás em relação ao Nash, o personagem simplesmente não me inspirava confiança, sei lá, tinha um ar meio cafajeste, do tipo que parecia que ia aprontar a qualquer momento e por isso não caí de amores por ele. Mas que tinham química, isso tinham, e claro, gostei do desfecho e do romance do casal. Esse livro não chega a ser um dos meus favoritos da autora, achei o conflito do casal bem simplório, eu achava que ia ser outra coisa e lá estava o motivo de sempre: homem que não quer se comprometer por causa de um trauma do passado. Mas é gostoso de ler, claramente um livro feito pra relaxar e entreter, sem grandes dramas ou pretensões. Só amorzinho. Ouvindo hoje: Mágica (Calcinha Preta) "parece mágica, nascemos um pro outro, a lua e o mar, o sol e o amanhecer, nada conseguirá mudar... as nossas vidas já foram traçadas, pra sempre eu serei a sua amada".

— Você tem estrelas nos olhos, estrelinhas douradas... como raios de sol num mar à meia-noite (...) e, em algum lugar no mais profundo de sua memória, soube que já estivera ali antes. Com ela.

[edit XX/IV/MMXXVI] Hoje é um daqueles dias gostosos e acinzentados, um dia outonal, perfeito para observar borboletas (deve ser época de borboletas). Olhei para a estante à procura de um livro bem aconchegante para uma segunda-feira preguiçosa, e voilà, o escolhido foi Cativado, da Norinha. É engraçado como algumas releituras conseguem ser experiências ainda mais gostosas, talvez eu tenha sido influenciada pelo clima, talvez por já saber que o Nash se revelaria um cara sensível e do bem. Amei esse livro (de novo). Ouvindo hoje ''Nem um dia'', Djavan: Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro e o pensamento lá em você, eu sem você não vivo... Longe da felicidade e todas as suas luzes, te desejo como ao ar, mais que tudo, és manhã na natureza das flores. Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes não te esquecerei um dia, nem um dia... Espero com a força do pensamento recriar a luz que me trará você...

Au revoir.