Romance místico / fantasia
Lua vermelha
Sinopse:
Lobo rei (Livro 1) Tahisa conhece apenas a ilha onde vive com suas mães e irmãs. Mas a sua curiosidade sobre o continente e as pessoas que habitam lá mal pode deixá-la dormir a noite. Como uma serva da deusa era esperado que ela tivesse habilidades como as suas irmãs, ou que pelo menos pudesse ver o futuro, mas Tahisa não têm nenhum poder. Tudo o que ela têm são o seu arco e flecha e uma adaga pontuda para matar coelhos. No entanto, estranhos presságios sobre uma tempestade começam a perturbá-la até que finalmente se concretizam. Um homem, um estrangeiro, chega às suas praias. Ele está ferido e se não for tratado morrerá. Tahisa só tem que tomar uma decisão. Uma decisão que mudará a sua vida, das suas irmãs e do continente inteiro.
Deusa lobo (Livro 2) Um golpe orquestrado pelas Grandes Casas foi dado sobre os Tarus. Krisden não é mais o Lobo rei de Agreis. Sua queda significa a sua morte, a morte dos seus irmãos, dos fen, e de qualquer um que esteja ao seu lado. Significa também a morte das pessoas do continente, pois os lobos desejam vingança sobre um passado que não existe mais. É necessário se unir aos descendentes das tribos que um dia governaram Agreis. Essa aliança determinará o futuro de todos. Uma aventura através do continente congelado levará Krisden, Tahisa, Azerai e Arina ao limite da sua resistência... e também dos seus sentimentos.
Trono dos Lobos: parte 1 (Livro 3) Tahisa, Krisden, Azerai e Arina seguem viagem na direção do Vale Kraos, onde encontrarão com as tropas aliadas para planejarem um ataque aos traidores. Sua viagem os obriga a passarem por dentro da floresta gigante de Zsavenir. Lá, Tahisa tem estranhas intuições e visões. Quando desperta, percebe que ela e Arina foram capturadas por lobos. Aliados ou traidores? Elas não sabem. Com a guerra cada vez mais próxima e aliados chegando de todas as partes de Agreis, elas precisam fugir desse lugar, desses lobos, e encontrar seus companheiros. O tempo de Tahisa está acabando. Dominar o poder da deusa pode ser a diferença entre a vida e a morte. Sua, de Arina, Krisden, Azerai e de toda Agreis.
Trono dos Lobos: parte 2 (Livro 4) Tahisa teve uma visão sobre a sua morte e a de seus filhotes. Seu tempo se esgota. Ela não pode parar para amargar o destino que se abate sobre ela. É preciso ajudar Krisden a salvar Agreis e desenterrar o poder da deusa. Ao mesmo tempo ela enfrenta dúvidas sobre si mesma e a sua capacidade de salvar qualquer um. Além do mais, está sendo assombrada por uma triss antiga. Nessa última parte os destinos de todos, aliados e traidores, se encontra num choque mortal. Apenas um lado pode sobreviver.
O que eu achei:
O universo da história é extenso e interessante, mas não é pra mim. O que me pega mesmo é 1) o quanto a história demorar pra avançar e 2) o quanto a Tahisa, que inicialmente parece ser uma personagem bacana, vai ficando chata conforme a história se desenvolve, me senti como quando li a saga da América (de A seleção), aquela heroína irritantemente imatura e que não sabe o que quer... e aquela que história que anda em círculos. Aqui a narrativa se dá pelos olhos e pela visão de mundo limitada da Tahisa, o que pra mim foi um problemão, já que não curti a personagem.
No primeiro livro o Krisden, príncipe dos lobos, lida com a coroação e o peso das responsabilidades, do dever, enquanto a Tahisa lida com sentimentos conflitantes, a constante negação do desejo que sente e a ladainha de permanecer 'sagrada'. Teve tanta enrolação em torno disso e de outras questões que considerei abandonar o livro várias vezes, mas queria ver como ia acabar (até descobrir que a história leva QUATRO livros pra se concluir, haha). Esperava mais do casal, mais ternura, mais amor, não apenas desejo e um sentimento quase que unilateral. Eu sempre fiquei com a sensação de que o Krisden era muito mais apaixonado que a Tahisa. Ela amava com ressalvas, com condições, ele amava com devoção, com entrega (o que fica ainda mais evidente no livro 2). Eles brigam muito também, e são poucos os momentos de romantismo, de cumplicidade e confiança. Os personagens secundários, tipo os irmãos dos protagonistas, vão se perdendo e não se desenvolvem satisfatoriamente.
No terceiro livro então já estava achando tudo absurdamente irritante e repetitivo, sério, quando peguei Lobo rei pra ler achei mesmo que era um livro único. Na sequência pulei muitos trechos e não perdi nada, capítulos e mais capítulos iguais: personagens sempre viajando e montando acampamento de um lado pra outro, sempre nevando, sempre falando da guerra que nunca chega, e a pé no saco da Tahisa sempre agindo sem pensar nas consequências (conversar, dividir o fardo e pedir a opinião do companheiro que te ama pra quê, né?). Eu não li a parte 2 de Trono dos lobos (e nem pretendo ler), estou presumindo que o casal fica junto e vence a guerra, af, parei de me torturar, estava detestando o rumo das coisas e tudo estava se encaminhando para uma conclusão que eu não ia gostar. Esses livros focam muito em guerra, conspiração, o mistério das servas da deusa, só falam nisso, e o romance (que é o que me prende numa história) fica totalmente de lado. :/

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