★★★
O garanhão indomado
— Você é bem tradicional, para a minha surpresa.— Nunca tive nada convencional na minha vida, mas vou começar agora. Vamos ficar noivos, depois nos casar na igreja, com você de branco e véu para eu levantar e beijá-la.— Parece maravilhoso.— É algo quase vitoriano. Tem até a abstinência até o dia do evento. Mas um pouco de tradição pode ser lindo. Hoje em dia, as pessoas só desejam satisfação imediata. Não acreditam em abnegação, sacrifício ou paciência. Mas eu acredito. Essas virtudes antigas têm seu valor.
Sinopse:
Sterling McCallum sempre fora simples e direto com Jessica Larson. O policial solitário e taciturno tinha um coração de pedra e um passado tão misterioso quanto o caso que os levara a trabalhar juntos. Mas, dessa vez, Jessica não podia fugir. Agora, teria de enfrentar as emoções que McCallum despertava nela. E, subitamente, os segredos mais sombrios e os desejos mais profundos começam a ganhar uma nova força... e se tornam cada vez mais perigosos.
O que eu achei:
Aqui procurando (como sempre) algo da DiPalmer pra ler, e me deparei com esta história que faz parte de uma série escrita por várias autoras: Montana Mavericks, ou Os indomáveis. McCallum, nosso herói, teve uma infância difícil e se tornou um policial durão, solitário e que não confia facilmente. No início, ele é grosseiro com Jessica, mas vai mudando de atitude conforme trabalha ao seu lado e se vê gostando verdadeiramente da moça.
Jessica, nossa mocinha, é uma assistente social e boa samaritana com sua própria cota de dores e cicatrizes também, ela está acostumada a lidar com situações difíceis, mas não é amargurada, longe disso, ela é bondosa e simples, amigável e aberta. Ela também enfrenta o McCallum em diversas ocasiões, o que eu adorei. Por outro lado o altruísmo exagerado da personagem me incomodava, tipo, bastava um telefonema para Jessica largar tudo e sair para salvar alguém, negligenciando sua própria segurança e se colocando em riscos desnecessários. Em seu afã de ajudar o próximo, a mulher quase foi estuprada, quase morreu e ainda sofreu um grave acidente (que deixou sequelas) enquanto lidava com famílias disfuncionais e violentas. Nesse caso mais valia “um cão vivo do que um leão morto”. Isso me dava nos nervos.
Quando McCallum já estava super envolvido na relação e fazendo planos ele descobre que Jessica escondeu dele que não podia ter filhos, o que abala a relação, pra piorar a situação, um homem mau e vingativo volta à cidade para espalhar mentiras sobre Jessica. E sim, McCallum, acredita no vilão sem nem ouvir o lado de Jessica na história. Aquela famosa escorregada dos heróis de DP, que é de praxe. Mal-entendido + uma mulher se intrometendo na relação do casal + herói caindo em si e correndo atrás do prejuízo. Eu adoro esses elementos clássicos de Diana Palmer, hehe. Só acho que a investigação policial em torno da recém-nascida é rasa (faltou alguma reviravolta), e o assassinato que rola no casamento e fica sem solução (imagino que é resolvido nas sequências da série) é muito estranho, tipo, em que momento a noiva assassina saiu da festa sem ninguém ver pra matar um cara no jardim?
Bem, eu não conhecia essa história, e gostei de Sterling e Jessica, e da história da bebezinha com a pauta da adoção. Aquela história que é reconfortante, agradável de ler, nem super dramática nem mirabolante demais. Se você é fã dos livros da Diana Palmer, vai curtir conhecer este daqui. :)
— Você tem que começar a perceber que depois da tempestade vem a bonança. A vida tem uma maneira de equilibrar as coisas, querida. E você precisa receber um reembolso.— Como pode um cético como você começar a procurar uma luz no fim do túnel? — ela perguntou surpresa.Ele a puxou para perto.— Comecei a ser atormentado por uma assistente social super otimista que me fisgou pelo coração e que se recusou a me deixar escapar. Ela me ensinou a procurar por milagres e agora não consigo parar.

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