Amor na prática

Sinopse:

[Amor em Roma, livro 2] Em Roma, Annie está quase desistindo de achar seu par ideal, até que Will entra em cena para ajudá-la a aprimorar suas técnicas de flerte. Annie Walker já tem a vida toda planejada: se casar e ter filhos que herdarão sua floricultura na pequena cidade de Roma, no Kentucky. Mas a busca pelo par perfeito anda mais difícil do que ela imaginava. Suas opções parecem diminuir a cada dia, e, depois de ouvir sem querer em seu último encontro que era "muito chatinha", Annie passa a achar que o problema talvez seja ela. Por outro lado, Amelia Rose, sua cunhada, pensa que ela só precisa de um pouco de prática e tem a pessoa perfeita em mente para a tarefa: Will Griffin. Will — o guarda-costas lindo e tatuado — está de volta a Roma para um trabalho: fornecer segurança à sua cliente e amiga Amelia até o dia do casamento dela com Noah Walker. E só. A última coisa que deseja é estreitar laços com um lugar tão pacato. Porém, não demora muito para que ele se veja incumbido de ajudar a doce e amável Annie a encontrar o amor da sua vida. Aquela é a pior ideia que Will já ouviu, mas por algum motivo ele não consegue dizer não. Em meio a encontros de mentirinha e demonstrações de afeto cem por cento educativas, Annie vai conhecendo um lado menos racional de Will, e ele vai percebendo que não há nada nela que precisa mudar. À medida que os limites dessa dinâmica se tornam perigosamente confusos, Annie começa a repensar suas expectativas. Talvez sua vida amorosa não precise ser perfeita — ela só precisa ser real.


O que eu achei:

Leve, cor-de-rosa e altamente clichê. Eu amo romances nessa vibe (assim como amei o primeiro dessa série), o queridinho mamão com açúcar. Mas essa história não me envolveu pra valer (e não por ser previsível), só não senti as borboletas, a música no ar, os fogos de artifício... e sendo bem sincera, em boa parte do tempo achei tudo tão... (qual é a palavra?) entediante, pouco convincente? A Annie é aquela típica mocinha bem boazinha e doce, uma virgem fofa (de quase 30 anos) que anda com muito tesão acumulado — devia ser de tanto ler romance com piratas, hehe, digamos que ela tinha o mesmo gosto literário da Dona Clotilde do Chaves, com "As mãos do marinheiro tatuado", kk. Mas o que deixou a personagem chatinha pra mim foi a sua personalidade infantilizada. Minha nossa, só faltou a maria-chiquinha pra combinar com sua roupinha estampada de bananinhas. A mulher mantinha um caderno do risquinho: "toda vez que alguém xinga, leva um risquinho, se chegar a vinte no mês, a pessoa tem que desembolsar vinte pilas". Não é a toa que ela tinha tanta dificuldade em seus encontros!

Então lá vem o plano mais batido de todos: o namoro de mentirinha, ou encontro de mentirinha, pra ser mais específica, quando Will topa ser o "treinador de encontros" da Annie, daí eles "fingem" sair juntos, dão uns beijos, uns amassos... e adivinhem só: terminam namorando de verdade! Will é o guarda-costas bonitão da Amelia (protagonista de Amor em Roma), igualmente bom moço, gentil e fofo. O clichê do cara que inicialmente não quer saber de relacionamento sério, mas termina se apaixonando verdadeiramente por primeira vez. Bem, talvez eu esteja um pouco saturada desse plot porque achei a situação simplesmente forçada pra fazer o casal passar mais tempo junto. Ou talvez tenha sentido falta de mais conexão emocional ou de um conflito mais complexo, afinal Annie e Will simplesmente sentem uma grande atração um pelo outro desde o começo, ele é tatuado e gostoso, ela é angelical e bonita. De repente lá estão eles dizendo que se amam. Então tá, uai. Só fiquei o tempo todo sentindo que faltava alguma coisa na equação, no final a autora disse que chegou a escrever SETE versões da história de Annie e Will: "a final, a que você tem em mãos, é aquela em que tudo se encaixou, e pela qual me apaixonei", então eu acho que a minha versão ideal estava numa dessas seis versões, kk.

E claro, não podemos nos esquecer da vizinhança, porque todo romance que se passa numa cidadezinha de interior tem que ter esses personagens secundários fazendo fofoca e se intrometendo na vida uns dos outros, aqui esse povo é mais irritante que divertido e me senti grata por mal saber os nomes dos meus vizinhos. Tem sim vários momentos bonitinhos na trama, e o casal é tão meigo quanto brega, o desfecho é bacana e gostei do lado leitora da Annie, gostei mais ainda de ver o Will realizando uma fantasia literária da amada, foi a melhor cena pra mim:

Meu nome é Capitão Coração Negro — declara ele, antes de me erguer e me colocar sobre o ombro, arrancando um gritinho de mim. — E você, minha cara dama, está sendo sequestrada. Vou ser seu pirata, Annie (...) porque a marca registrada de todo bom romance é um grande gesto de amor. E era isso o que eu queria fazer por você.

Agora o livro que mais estou animada pra ler dessa série é o quarto volume (volumes 3 e 4 estão previstos para 2027) com a história da Madison e do James. Estou apostando alto nesse casal! Deixo aqui algumas sugestões de romances nessa vibe (e que eu amei): Mar de rosas (Nora Roberts) - Emma também é uma florista, trabalha fazendo arranjos de casamento e é super romântica, anseia por se casar e construir uma família, mas Jack, seu grande amigo e paixão secreta, não quer saber de relacionamentos sérios! E A livraria dos corações solitários (Annie Darling) - Posy ama ler romances, é uma mocinha bem divertida e romântica que recebe de herança uma livraria, e o Sebastian é uma pedra no seu sapato, uma pedra muito charmosa e rabugenta!

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