★★★
O conde enfeitiçado
– Não tenho a menor ideia do que fiz para merecê-la – falou.
– Não teve de fazer nada – sussurrou ela. – Só precisou existir. – Ela ergueu a mão e tocou o rosto dele. – Eu só demorei um pouco para me dar conta, só isso.
Sinopse:
6º volume da Série Os Bridgertons
Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton. Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, ele enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele. Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite. Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, o amor prova ser mais forte do que a culpa. Agora o conde precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.
O que eu achei:
Não chega a ser um livro top, mas eu gostei, e se o final tivesse sido um pouco melhor (cadê o bebê?), teria dado outra estrelinha. Após a morte do John, os protagonistas acabam desenvolvendo uma amizade, o que permite o surgimento de um sentimento mais profundo entre eles, além disso rola uma passagem de tempo, o que é bacana. Acho que não teria curtido se o envolvimento entre eles começasse logo após a morte do amado esposo e amigo. E eu estava muito curiosa para ler o livro protagonizado pela Francesca, que a meu ver, é a irmã Bridgerton que menos aparece no decorrer da história geral da família, enquanto os outros irmãos pulam de livro em livro, aparecendo aqui e ali, ela foi a que quase nunca apareceu nas demais histórias. Por ela viver distante da família, esse foi o livro que menos contou com a participação dos demais Bridgertons (o mesmo acontece na história da Eloise), o que é compreensível e interessante nas duas histórias, gostei de ver as garotas Bridgertons lidando com suas vidas sem a intromissão e super proteção de todos os outros. Só fiquei com a sensação de que a Francesca foi escolhida para ser a mais sofrida do clã: ficou viúva cedo (do homem que ela amava), perdeu o bebê (pouco depois da morte do marido), depois fica subentendido que ela não podia ter filhos e ainda ia perder a propriedade e o título do marido (porque não tinha um herdeiro). Todos esses acontecimentos fazem com que a trama não seja tão levinha e bem humorada como as outras de que tanto gostei, mas ainda assim foi uma boa história pra mim, na verdade, passei a gostar mais desse livro na minha releitura. Mesmo que a trama tenha demorado um pouquinho pra me envolver, gostei do casal Francesca e Michael, gostei até mais desse livro do que o do Colin e da Penelope. Só queria que o final da mocinha tivesse sido ainda mais feliz. Ela merecia. Eles mereciam. Gostaria que a autora tivesse dado um epílogo contando se Francesca e Michael tinham tido o bebezinho que tanto desejavam (fato este que a autora resolve corrigir no último livro da série com um epílogo extra para a história da Francesca), mas não é a mesma coisa, né? Além disso, como falei antes, é um livro bom, mas não incrível... Sei lá, o ponto forte da autora são comédias românticas de época levinhas e gostosas, sempre que ela aposta numa coisa mais melosa e dramática, não dá muita liga...
Au revoir.

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