Um cavalheiro a bordo

– Eu sinto que a conheço desde sempre.

Sinopse:

3º volume, Os Rokesbys

Ela estava no lugar errado… Durante um passeio pela costa, a independente e aventureira Poppy Bridgerton fica agradavelmente surpresa ao descobrir um esconderijo de contrabandistas dentro de uma caverna. Mas seu deleite se transforma em desespero quando dois piratas a sequestram e a levam a bordo de seu navio, deixando-a amarrada e amordaçada na cabine do capitão. Ele a encontrou na hora errada… Conhecido entre a alta sociedade como um cafajeste e um corsário inconsequente, o capitão Andrew James Rokesby, na verdade transporta bens e documentos para o governo britânico. No meio de uma viagem, ele fica assombrado ao encontrar uma mulher na sua cabine. Sem dúvida, sua imaginação está lhe pregando peças. Mas, não, ela é bastante real – e sua missão para com a Coroa o deixa preso a ela. Será que dois erros podem acabar no acerto mais maravilhoso de todos? Quando descobre que Poppy é uma Bridgerton, Andrew entende que provavelmente terá que se casar com ela para evitar um escândalo. Em alto-mar, as disputas verbais entre os dois logo dão lugar a um inesperado sentimento. Mas depois que o segredo de Andrew for revelado, será que ele conseguirá conquistar o coração dela?


O que eu achei:

Um tanto monótono, mas o casal é legal e o final é lindinho... Embora a sinopse sugira uma grande aventura romântica entre o capitão Andrew e a Poppy, o livro é bem parado, o que foi uma pena. Nada muito empolgante acontece em grande parte da história. Tipo, achei que haveria algumas aventuras a bordo, uma tempestade em alto mar que fizesse os mocinhos correrem para os braços um do outro, sei lá, um naufrágio que os levasse a sobreviver numa ilha deserta até serem resgatados... kk! Algo que desse um “up” na história. Mas com exceção dos últimos capítulos, a história é bem parca de momentos emocionantes e românticos, chegando a ser bem entediante... Na metade do livro, já estava cansada dos diálogos maçantes e bobos. E como o final é a exceção, é nele que se concentra as coisas interessantes da história, quando os protagonistas são sequestrados em Portugal e acabam sendo separados, se reencontrando apenas na Inglaterra um tempo depois. Mas carambolas, não te deixa impaciente ter que ler 2/3 de um livro pra começar a gostar dele? Os mocinhos demoraram bastante para trocarem um primeiro beijo e para iniciarem um envolvimento romântico e me pareceu que a situação que dá início à história foi muito improvável. Não comprei muito o motivo dela ter sido levada na viagem e sobretudo, o fato dela ter passado semanas desaparecida e ninguém ter se dado conta. Isso sem falar da coincidência da Poppy ser a prima da cunhada do capitão. Está certo que é uma história inventada, mas uma trama bem entretecida e convincente é fundamental para manter o apetite literário até a última página. Isso sem falar que acho que durante todo o tempo em que durou a viagem eles nem tomaram banho, já que ela nunca tirava o vestido (nem para dormir) e que a única água disponível para higiene era usada para escovar os dentes (com o dedo), rsrs. Está explicado o porquê da falta de beijos e abraços, hehe. Mas no geral, a história é fofinha e levinha e o final e o epílogo são lindinhos e bem românticos, compensando a leitura insossa e salvando o orgulho de Um cavalheiro a bordo nos 45 do segundo tempo. Imagino que o próximo volume será protagonizado pela Georgiana Bridgerton e Nicholas Rokesby. E espero que seja o fim da série, que já deu o que tinha de dar. Não aguento mais os Rokesbys, kk.

A música estava lá, ela sentia as notas reverberando na pele: a canção suave do vento e das ondas. Se ela fosse qualquer outra pessoa – não, se ele fosse qualquer outra pessoa –, aquele  momento teria sido feito para o romance, um instante de expectativa.
Em outra vida, em outro mundo, ele se inclinaria na direção dela.
Ela ergueria o rosto. Um beijo aconteceria.

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