Doce inimigo

— Eu nunca tive que brigar tanto por um beijo.
(...)
— O homem certo não teria que lutar contra mim.

Sinopse:

Maggie Kirk sempre se manteve cautelosa com relação ao autoritário caubói Clint Raygen, que se tornara um rival de longa data. Mas, se o ameaçador irmão mais velho da sua melhor amiga a irritava tanto, porque motivo escolhera seu rancho para se recuperar de uma desilusão amorosa? Ela sabia dos perigos que ele representava e de seu temperamento difícil... ainda assim bastava o rancheiro cruzar seu caminho para o coração disparar. Secretamente, Maggie sonhava em despertar para a feminilidade nos braços poderosos de Clint... mas será que esses doces inimigos teriam alguma chance de se tornarem amantes para a vida toda?


O que eu achei:

Eu amo Diana Palmer, tenho uma memória afetiva feliz com vários livros dessa querida, aqueles que li mocinha e sonhadora, de aparelho nos dentes, na varanda de casa, em cima do beliche, no intervalo do recreio... mas isso não quer dizer que eu goste de absolutamente todas as histórias ou que não reconheça que algumas envelheceram mal. É o caso de Doce inimigo (de 79), relendo, ainda encontrei a história envolvente e uma montanha russa maluca contando com o melhor do pior de DP: um fazendeiro bruto nível hard, macho alfa de respeito, forte e peludão, que luta contra seus sentimentos e no final (mas bem no finalzinho mesmo) se redime e mostra um lado doce e romântico. E uma mocinha típica: casta, boba e imatura, que no final perdoa seu galã e aceita sua proposta de casamento.

Aqui acompanhamos Maggie, que (adivinhem só) é apaixonada pelo irmão de sua melhor amiga. A questão é que Clint é um babaca e em muitas ocasiões diz e faz coisas que só afastam Maggie de sua vida. A história tem seu pontapé inicial quando Maggie acha uma boa ideia passar um tempo na fazenda de Clint trabalhando como sua secretária, isso depois de uma desilusão amorosa na cidade grande. Sim, Clint também é apaixonado por Maggie, mas até ele admitir com todas as letras, é chão, suor e lágrimas. Ele até tentava tirar uma casquinha aqui e ali, mas a Maggie sempre fugia quando as coisas começavam a esquentar (pra rolar algo só com uma aliança no dedo, aparentemente, rs) e ele se frustrava chamando-a de 'criança' e de 'cubo de gelo', kk. Sinceramente acho que os dois mandavam sinais confusos e tinham um sério problema de comunicação, mas a relação gato e rato até que é gostosinha de acompanhar. Eu consigo ler de boas esse tipo de romance das antigas tendo em mente que a história foi escrita há várias décadas e que o casal não é um modelo de relacionamento saudável. Clint e Maggie não são um dos casais mais memoráveis de DP, mas curti a releitura, achei graça do quão confusos os protagonistas soam, e o final é lindinho e corresponde ao esperado... embora eu tenha sentido falta da cena da primeira vez, do casamento e dos bebês...

Só não lembrava de Duke Masterson, esse personagem me deixou com uma sensação melancólica, estranha... seria ele um amor de outras vidas da Maggie? Masterson é amigo de Clint e sofre de uma doença terminal, em dado momento ele aparece no leilão de gado do Clint e rapidamente estabelece uma conexão com Maggie: "...o homem que desfrutou algumas das horas mais felizes de sua vida em sua companhia, foi quase como um regresso à casa... não sei se você acredita em déjà-vu, mas se tais coisas acontecem, talvez nós nos conhecemos de algum passado distante onde partilhamos mais do que café e conversa. Esta vida não era para nós. Talvez da próxima vez. (...) Ela se sentia como se algo tivesse sido arrancado dela." Oh... talvez haja duas histórias de amor nesse livro. Ouvindo hoje Víveme de Laura Pausini.

Tengo un deseo escrito en alto que vuela ya, mi pensamiento no depende de mi cuerpo
(...) Hay gran espacio y tú y yo, cielo abierto que ya nos encierra a los dos, pues sabemos lo que es necesidad
Víveme sin miedo ahora, que sea una vida o sea una hora
No me dejes libre aquí desnudo, mi nuevo espacio que ahora es tú, yo te ruego
Víveme sin más vergüenza, aunque esté todo el mundo en contra
Deja la apariencia y toma el sentido y siente lo que llevo dentro

Tenho um desejo escrito bem alto que já voa, meus pensamentos não dependem do meu corpo
(...) Há um vasto espaço entre você e eu, um céu aberto que envolve a nós dois, pois sabemos o que é necessidade
Viva-me sem medo agora, seja por uma vida inteira ou uma hora
Não me deixe aqui livre e sem roupa, meu novo espaço agora é você, eu te imploro
Viva-me sem mais vergonha, mesmo que todo mundo esteja contra
Deixe as aparências, entenda o significado e sinta o que carrego dentro de mim

Postar um comentário

0 Comentários