Esposa até segunda


— Eu te amo. Achei que você tivesse morrido, sem que eu dissesse como te amo.
— Eu também te amo.
— Marido e mulher para sempre?
— Para sempre pode não ser o suficiente.

Sinopse:

Livro II - Série Noivas da semana

Carter Billings tem cabelos loiros, olhos azuis e uma beleza hollywoodiana; ele pode ter a mulher que quiser. Mas, quando decide concorrer à vaga de governador do estado da Califórnia, Carter sabe que vai precisar abandonar a vida de solteiro e se tornar um homem de família. Para isso, ele precisa de uma esposa. Aí entra Eliza Havens, que gerencia a agência de casamentos Alliance. Ela está feliz por sua amiga Sam ter arrumado um marido rico e atraente. Só tem um detalhe que a deixa louca da vida: o melhor amigo dele, o sexy e ousado Carter Billings. Eliza nunca brigou tanto com um homem — e nunca conheceu alguém que mexesse tanto com ela. A jovem ganha a vida juntando pessoas solitárias, porém um obscuro segredo do passado a faz descartar totalmente a possibilidade de se casar. Pelo menos foi assim até agora.


O que eu achei:

Um livro mediano, nem de longe me agradou tanto quanto o primeiro volume. Casada até quarta foi tão fofo e romântico, esperava que esse seguisse na mesma vibe, mas a história é meio fraca e desestimulante em comparação. O enredo é razoável, mas tenho um probleminha com a Eliza desde as suas primeiras aparições no primeiro livro, uma personagem que não me ganhou: irritadiça, mal humorada e pose de femme fatale. E olha que eu super curto protagonistas fortes, aqui foi coisa de antipatia à primeira vista mesmo, rs. E pior, não vi muita química no casal. A autora tenta empurrar o Carter e a Eliza como um casal apaixonado, que sentem uma paixão avassaladora, que dribla suas diferenças... Mas que cenas românticas chatinhas, sem emoção, sem aquele borogodó... definitivamente sem. Isso sem falar do desfecho esquisito e enrolado. A história girava em torno do grande segredo que a Eliza escondia: ela participava do programa de proteção à testemunha porque seus pais foram assassinados por um bandido perigoso quando ela era ainda criança. Desde então ela vivia sob um nome falso e etc. Aí a autora fica cozinhando aquele drama em torno disso, e transforma a Eliza numa donzela em apuros... E todos à sua volta temem pela sua segurança quando a sua verdadeira identidade vem à tona. Aí, no finalzinho, ela sofre uma tentativa de assassinato. Mas de repente descobrimos que o bandido da trama estava lá na solitária o tempo todo, então quem estava ameaçando a vida da Eliza? Brota uma personagem do nada (que nem lembro o nome), que nem apareceu uma única vez na história, que tipo, sei lá, era a neta ambiciosa de um vovozão rico que estava tentando se casar pela agência Alliance e deixar os netos sem herança (Oiii??).  Agora me diz: o que tinha a ver a maluca ir atrás da Eliza? Só eu que acho que a autora viajou na maionese? Porque ela não foi atrás do avô, uai? A autora tenta nos convencer de que era porque ela estava com raiva da Eliza por ela ter armado uns encontros de casamento para o seu avô ricaço (se ele se casasse novamente ia deixar os netos na pindaíba). Mas acompanhem meu raciocínio: se ela matasse a Eliza, o que mudaria? O mais lógico não seria tirar o vovô de cena para que ele não se casasse? Enfim, tudo se tornou ainda mais tosco, porque a gente fica esperando um grande vilão aparecer que nunca aparece. Isso não é suspense. Isso se chama enganar o leitor, kk. Resultado: mocinha leva um tiro no braço e isso faz com que o Carter e a Eliza finalmente reconheçam que se amam e happy ending. Espero que o próximo livro da série compense minha frustração com esse volume. -_-

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