★★
Um amor problemático de verão
Você não tem como me libertar porque eu não sou sua! Eu sou livre, e escolhi você livremente, várias vezes.
Sinopse:
Quando o errado parece certo demais, uma semana na Itália pode ser a oportunidade perfeita para o amor. Maya Killgore tem 23 anos e ainda está descobrindo o que quer da vida. Conor Harkness tem 38, e Maya não consegue parar de pensar nele. É um clichê tão grande que o coração dela quase não aguenta: homem mais velho e mulher mais nova, empresário rico e estudante falida, melhor amigo do irmão e a garota na qual ele nunca reparou. Como Conor adora relembrar, a dinâmica de poder entre eles é totalmente desequilibrada. Qualquer relação entre os dois seria muito problemática e Maya precisa superá-lo. Afinal, Conor já deixou claro que não a quer em sua vida. Mas nem tudo é o que parece... e clichês às vezes sofrem reviravoltas. Quando o irmão de Maya decide se casar na Itália, ela e Conor são forçados a passar uma semana juntos em uma charmosa villa siciliana. À beira da praia, em meio a antigas ruínas, comidas maravilhosas e cavernas naturais, Maya percebe que talvez Conor esteja escondendo alguma coisa. Em meio aos caóticos preparativos para o casamento, ela decide que um romance de verão pode ser justamente o que precisa... mesmo que seja problemático.
O que eu achei:
Uma premissa clichê e confortável, pena que não fluiu. Achei os personagens sem carisma (e muitos sobrando), escrita confusa, história maçante, casal chatinho. Ali tem ótimos livros, mas esse não é um dos melhores, não pra mim. E eu não tinha ideia de que esse livro se passava no universo compartilhado de Não é amor (outro livro da Ali que achei dureza de continuar), nem lembrava mais os nomes dos personagens anteriores pra fazer a conexão entre os dois livros, hehe. Acabei levando vários dias pra terminar Um amor problemático de verão, e olha que eu pulei todos os flashbacks (sério, eu detesto narrativa com pausas pra mostrar o passado). Falando dos protagonistas, Maya é chatinha, sem graça e inexplicavelmente obcecada pelo Conor, que é aborrecido e desinteressante na maior parte do tempo. A cada página, a todo instante lá vinha a ladainha da diferença de idade... e olha que eu adoro romances age-gap (com diferença de idade), poderia citar vários de Diana Palmer com essa pegada, como Corações fortes, Corações laçados, Adeus ao amor, Uma vez em Paris, Feridas de amor, Coração desafiado, etc. Mas aqui é tudo tão maçante. Simplesmente faltou sintonia, emoção e momentos bonitinhos entre Maya e Conor. A trama arrastada não ajudava a engrenar a leitura e me senti frustrada lendo um romance e sentindo falta de romance, romance de verdade, romance dengoso, suspiros e quentinho no coração. Amo ler histórias de amor e me apaixonar junto com o casal, torcer por cada encontro, vibrar a cada beijo, como acontece em Noiva, com Lowe e Misery, por exemplo, já Maya e Conor deixam a desejar nessa expectativa gostosa. Lá pelo final ele confessa: "eu nunca quis nada de maneira tão desesperada, tão incontrolável e tão persistente quanto quero você.... absolutamente nada me consumiu de um jeito tão atroz". Quando? Onde? Em que momento? Puxa, não vi esse amor arrebatador. Conor, na verdade, era muito contido e cricri com a diferença de idade. Acho que só passei a gostar um pouquinho mais da história quando a leitura já estava bem avançada, a partir do capítulo 36. O casamento improvisado de Eli e Rue foi bonitinho, e o final de Conor e Maya foi ok, nada demais, nada memoráveis.

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