Adorável inimigo

O que nos acontece quando estamos juntos é magia, como as flores que se abrem com o calor do sol...

Sinopse:

A adorável Teddy desejava escapar de sua vida agitada como modelo em Nova Iorque, e um verão no interior do Canadá com a família de sua melhor amiga parecia perfeito. Mas o arrogante fazendeiro Kingston Deveraux parecia determinado a fazê-la sentir-se tudo, menos bem-vinda. Teddy sabia que King estava convencido que ela não era nada além de uma patricinha glamorosa. Ela também sabia que não adiantaria discutir com ele. Então, por que se sentia tão viva quando ele estava perto? Entregar o seu coração a um homem que a desprezava era suficientemente ruim. Por que ela teve que se apaixonar pelo irmão da sua melhor amiga?


O que eu achei:

Nós sabemos que Diana Palmer adora um caso de amor envolvendo a) um fazendeiro durão, b) o irmão mais velho da melhor amiga, c) uma mocinha capacho e injustiçada e d) um peito peludo. Amo tudo isso? É claro, por isso estou sempre voltando para mais. Amo essa história? Não chega a tanto. Contraditório, eu sei. Assim como as atitudes dos personagens desse enredo. Embora Adorável inimigo tenha muito elementos que curto nesses romances estranhamente antiquados e aconchegantes de DP, aqui fiquei mais irritada que emocionada.

King está sempre fazendo insinuações desagradáveis e julgando a mocinha como fútil e interesseira, ele é super babaca e machista quando deseja ser (e se empenha pra isso). Então temos a Teddy, que é tão passiva que parece até gostar de ser humilhada. Ela está sempre derramando baldes de lágrimas pelo seu galã e embora eles discutam um bocado, ela nunca faz questão de esclarecer os mal-entendidos, é expulsa da propriedade e continua voltando para um relacionamento muito problemático. Ela até vai embora em dado momento, mas sofre um acidente (zero surpresa, rs) e novamente fica sob os cuidados de King e de sua família, nesse meio tempo eles se reaproximam e no final todas as grosserias de King são justificadas com: "oh, eu a desejava tanto que pensava que ficaria louco, você era muito jovem para mim, por isso te fiz acreditar que a odiava, porque era o único modo de te proteger de mim, da minha ardente paixão". Particularmente, acho tão idiota essa coisa de tratar mal a pessoa por quem você está secretamente apaixonada, kk. Vale dizer que a história foi escrita no começo da década de 80 (outros tempos), e no geral esse foi um livro que gostei de conhecer por ser um dos primeiros trabalhos de uma escritora tão querida, é rapidinho de ler, repleto de mal-entendidos, o casal só se acerta na última página, mas até que são bonitinhos quando não estão brigando, me fez passar raiva, mas também me manteve entretida até o fim, sem vontade de pular trechos ou ler por alto. Mediano. Ouvindo hoje Estranho jeito de amar (Sandy e Júnior).

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