Seduzida até domingo

— Você roubou o meu coração, Margaret, Por isso, eu também quero roubar o seu. Mas sei que não posso pegar nada à força, então vou pedir.

Sinopse:

Livro VI - Série Noivas da semana

Meg Rosenthal: administradora de agência de casamentos e realista nas horas vagas, Meg não é mulher de se deixar seduzir por um empresário bonitão em um terno feito sob medida. Ela viajou ao exclusivo resort em uma ilha particular com o objetivo de avaliar o potencial do lugar para os clientes da agência, não a fim de se envolver com o dono do hotel. Mas há algo no fascinante italiano que é difícil de resistir, mesmo para uma mulher que se recusa a se apaixonar. Valentino Masini: o lindo e bem-sucedido homem de negócios está acostumado a ter as melhores coisas da vida. No entanto, ele nunca quis nada como quer Meg, a mulher que está criando uma tormenta em seu coração. Quando ele finalmente decide convencê-la a ficar, uma pessoa misteriosa resolve que talvez seja a hora de tirar Meg da ilha... para sempre.


O que eu achei:

Outra vez? Por que em todos os romances dessa autora há um psicopata à solta, ou um esquema de conspiração? Eu até gosto de um mistério, mas o apelo ao drama e ao repeteco tem me incomodado bastante nesses últimos livros da série Noivas da semana. Desde o primeiro volume, passeiam pelo enredo: ex-namoradas obcecadas e malucas, assassinos, psicopatas, pais que cometem abuso e violência doméstica, sequestradores, torturadores, e agora, traficantes de drogas! E eu pensando que esse ia ser mais levinho e romântico que o anterior... Para mim, que venho lendo os livros na sequência, já está ficando cansativo de acompanhar, afinal, todos os livros seguem a mesma linha ctrl+c, ctrl+v: casamento super rápido entre os mocinhos e vilão misterioso. Parece mais uma maratona de episódios do Scooby-Doo, onde você precisa descobrir quem é o cara mau da história. E o romance entre os protagonistas (que era a parte boa) inevitavelmente foi escanteado. Até porque, a presença de muitos personagens secundários colaborou para a Meg e o Valentino terem sido colocados em segundo plano. Era muita coisa acontecendo na vida desses outros personagens...

Valentino abriu um largo sorriso e empurrou as flores que segurava.
— Para você. — estavam amassadas, um pouco murchas, mas eram as flores mais preciosas que ela já tinha visto.

Af, muitas cenas envolvendo a Gabi (irmã do Valentino e protagonista do próximo volume), o Alonzo (o vilão) e o Mike (dos livros anteriores). Acho que todos os outros protagonistas dos volumes anteriores foram convocados a aparecerem nesse livro também. Não vou dizer que não gostei da aparição dos outros personagens ou mesmo do casal principal desse volume, porque eu curti Valentino e da Meg como par. Embora num momento a Meg aparentasse ser um pouco insegura sobre o seu lugar no mundo e em outro super segura de si, ela me agradou bem mais que a Judy (protagonista do livro anterior).  Acho que eles formaram um casal terno e bonito, mas com cenas românticas fracas, escassas e até chatinhas... Engraçado, né? Eu curti o casal, mas não gostei de várias cenas dos dois. Esperava que o sentimento entre eles fosse mais bem descrito, mais elaborado. Sei lá, o lance deles foi explorado superficialmente quando poderia ter sido mais profundo. O desfecho do Mike foi bem bacana e os pais dele são uns fofos! Mas como falei antes, achei que o Mike, a Gabi e o Alonzo tiveram muito destaque nesse livro e os pobres mocinhos não brilharam como deveriam e mereciam. Os capítulos finais, então, foram extremamente dramáticos, corridos e pouco críveis. Houve um momento em que perdi totalmente o interesse na leitura e fiquei com vontade de deixar a leitura pra lá. Mas o finalzinho foi lindinho e com o clássico happy ending. Faltou apenas aquele je ne sais quoi.

— Podemos estar separados por quilômetros, mas não aqui. — Ele apoiou as mãos juntas em seu peito.

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