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Para conquistar um libertino
Dum nos fata sinunt oculos satiemus amore. / Enquanto o destino nos permitir, enchamos nossos olhos de amor.
Sinopse:
Receba esta aliança – Livro 1
Uma governanta nunca deve ficar sozinha com um homem (sua reputação deve ser imaculada, sem qualquer traço de escândalo). Uma governanta nunca deve questionar as ordens de seu empregador (mesmo quando ele estiver claramente errado). Uma governanta nunca, jamais, deve se envolver com alguém de uma classe superior (mesmo que esse alguém lhe ofereça sussurros sedutores, propostas indecentes e beijos devastadores…). Se não fosse por um lamentável incidente em seu último emprego, Alexandra Gallant não seria obrigada a aceitar um cargo na casa de Lucien Balfour, famoso por sua reputação de libertino, pela beleza pecaminosa e pela completa falta de decência. Agora, com a responsabilidade de ajudar a prima do conde Balfour a entrar na alta sociedade, Alexandra sabe que precisa fazer um bom trabalho para eliminar os vestígios de escândalos passados. Conde nenhum vai desviá-la de seu objetivo, nem que para isso ela precise lhe ensinar todas as regras de decoro imagináveis.
O que eu achei:
O título bem que podia ser "para conquistar uma governanta", porque verdade seja dita, quem seduz e trama para subir ao altar é o libertino, e a mocinha no maior jogo duro, hehe. Daí o título antigo "libertino apaixonado", fazer muito mais sentido. Esta é basicamente uma história como tantas outras que já vimos nos romances de época. Quando li a sinopse esperava mesmo encontrar o bom e velho casal clichê e delicinha pra me divertir e me apaixonar, mas não foi bem assim. Eu tive dificuldade pra gostar dos protagonistas. O conde, mesmo que se mostre charmoso e carismático mais pra frente, me incomodou com suas cantadas insistentes pra cima da governanta, e também por ser desnecessariamente estúpido com a prima, uma garota jovem, chorona e bobinha, a troco de nada. A Rose, por sinal, foi uma das poucas personagens que gostei aqui. Ela e Robert tinham mais potencial que o casal principal. Alexandra é uma mocinha chata e irritante, na primeira cena eu só conseguia pensar: "quem é que leva um cachorro para uma entrevista de emprego?". A moça é cheia de argumentos tolos, tem uma personalidade desgastante e uma teimosia que dá nos nervos. Em dado momento o conde já tinha rastejado tanto que eu só queria que desistisse, mandasse ela plantar batatas e terminasse sozinho ou com outra. O lorde chega ao extremo de sequestrá-la! Como assim, cara? A autora não conseguiu criar um grande impedimento para esses dois (ela era de família nobre, afinal, e o conflito de classes sociais caiu por terra rapidinho), só enrolação e mais enrolação pra alongar a história, isso sem falar que do nada a tia bobalhona do conde se torna uma vilã caricata na tentativa – creio eu – de tirar a trama do marasmo, kk, mas não rolou. Eu vou deixar duas estrelinhas porque não curti muito essa história, mas pretendo ler os próximos volumes da série (gostei da sinopse de Para casar com o pecado). E se você gosta de romances com criadas/governantas e lordes, recomendo Manhã de núpcias (Lisa Kleypas), Um amor conveniente (Tessa Dare), Um perfeito cavalheiro e Esplêndida (Julia Quinn), que são ótimos.
Beijinhos e au revoir.

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