★★★
Amor por engano
Sinopse:
Depois de ser demitida e descobrir que seu namorado estava tendo um caso com uma colega de trabalho, Olivia decide fechar esse ciclo desastroso queimando as cartas que seu ex lhe escrevia. Ela só não esperava que, ao fazer isso, acabaria incendiando o prédio inteiro. Sem emprego, sem casa e sem namorado, Olivia vai morar com o irmão e o amigo irritante ― e extremamente gato ― dele, Colin Beck. Tudo parece estar dando errado, mas, quando ela recebe uma mensagem sensual de um número desconhecido, sua vida começa a ficar mais emocionante. O que deveria ter sido um engano acaba se transformando num relacionamento envolvente ― mesmo que ela não saiba a identidade do ''Cara do Número Desconhecido'' e ela seja a ''Sem Querer''. Colin Beck sempre enxergou Olivia apenas como a irmã mais nova e insuportável do seu melhor amigo. Mas aquela garotinha destrambelhada que ele conhecia se tornou uma mulher atraente e divertida. Quando Olivia se muda para seu apartamento e uma vontade incontrolável de ficar cada vez mais perto dela começa a surgir, a preocupação toma conta de Colin. Ele tem certeza de que consegue manter distância de Olivia, até descobrir que ela é a garota anônima com quem vem tendo conversas picantes há semanas, desde que mandou uma mensagem sem querer para o número dela. Olivia e Colin não se suportam, mas a química entre eles é inegável, e, por mais que tentem, não conseguem ficar longe um do outro. Será que um engano pode fazer esse casal improvável dar certo? Será que uma mensagem enviada por engano pode levar à pessoa certa?
O que eu achei:
Ah, esse sentimento de aconchego — que vai descendo pelo ralo, rs. Até a metade eu ainda achava que estava diante de um achado gostosinho: um Sr. Darcy contemporâneo x a maluquinha sunshine, mas terminou sendo mais um romance mediano. Gostei dos diálogos, da escrita espirituosa e sobretudo do chame do Colin, e isso me impediu de abandonar a leitura, já que a Olivia foi uma protagonista difícil de engolir: "ela sempre se metia em situações ridículas, mas era de um jeito que só uma pessoa que vive a vida ao máximo faria". A típica garota ''fofa" e desastrada metida nas situações mais constrangedoras possíveis. De vez em quando ela me arrancava alguma risadinha, admito, mas na maioria das vezes achava a personagem sem noção e muito cara de pau.
Uma leitura que começou legal prometendo uma comédia romântica doce, com aquele clichê de se apaixonar pelo melhor amigo do irmão mais velho, com uma tensão sexual bem construída e casal caminhando pra uma conexão deliciosa, mas que foi se tornando irritante, e tão somente por causa da Olivia: caos ambulante, bagunça sem fim, drama e total falta de consideração-noção-tato-maturidade. Ela põe fogo num prédio inteiro enquanto queima as cartas do ex-namorado, ops. Era pra ser encantador? Daí ela se muda temporariamente para o apartamento do Colin (onde seu irmão aluga um quarto). Nos primeiros dias ela quebra a impressora, suja as coisas e não limpa e ainda toma — sem pedir — uma bebida caríssima do Colin (um presente guardado para uma ocasião especial) e nem se desculpa quando ele reclama. Na verdade ela fica chateada quando é chamada de folgada e irresponsável. Quando Colin está no trabalho, ela invade o quarto dele, dorme em sua cama, usa suas coisas (virginiana surtando aqui). Ela ainda mente pra conseguir um trabalho e culpa o Colin quando é descoberta e demitida, kk.
Agora falando do Colin, ele é um querido, um cara bem legal, além de um gostoso com uma paciência ímpar. A autora claramente andou vendo Mensagem para você (1999), Amor a toda prova (2011) e Orgulho e preconceito (2005) pra se inspirar. Sim, Colin deveria ter contado pra Olivia que ele era o cara das mensagens assim que descobriu, mas a maior mancada foi quando pediu pra um colega de trabalho se passar pelo cara das mensagens, e apesar desses deslizes ele não conseguiu me irritar. Claro que eu já esperava o maior drama possível quando a Olivia descobrisse, afinal ela sempre lidava com os problemas com infantilidade, e ela não me decepcionou: fez o maior jogo duro pra desculpar o Colin, isso quando ela mesma já tinha mentido pra se dar bem ou por medo de perder algo, né? E eu simplesmente sei que Olivia faria o mesmo ou pior se a situação fosse inversa e ela descobrisse a identidade do contato primeiro.
A mesma frustração que senti lendo os livros da série Clube do livro dos homens, onde os caras precisam rastejar muito lindamente pra serem desculpados enquanto as heroínas podem ser babacas e infantis além da conta. Quando Olivia finalmente correu atrás, faltando umas cinco páginas para o livro acabar, eu só queria que ele a mandasse pastar. O Colin merecia mais que uma destrambelhada em sua vida. Fico imaginando o desgaste de se conviver com uma pessoa extremamente dramática, desorganizada e sem controle emocional. :/

Postar um comentário
0 Comentários