Além da pureza

— Sinta isto! — disse Cabe, pegando uma das mãos dela e pondo-a em seu peito, junto ao coração. — Já tentou deter um ciclone? Talvez seja mais fácil.

Sinopse:

Eliza* Marist não sabia o que fazer em relação ao seu chefe rude e bonito. Ele a olhava de um jeito que a fazia estremecer. E então houve aquele beijo doce e de tirar o fôlego em seu escritório. Mas Eliza acreditava no casamento, e todos sabiam que a fama de Cabe Ritter era a de um mulherengo inveterado... No fundo, Cabe não era nenhum playboy. Sua imagem de conquistador o mantinha a salvo de mulheres — como sua linda secretária — que queriam um compromisso no altar. Cabe percebeu que a jovem e tentadora Eliza tinha muito a aprender sobre o amor, mas agora que a teve em seus braços, decidiu que teria que ser o homem a ensiná-la... pelo resto de suas vidas. (originalmente Danetta* Marist)


O que eu achei:

Como sempre um herói mais velho, rico e de peito peludo se vê apaixonado pela doce, pudica e casadoura funcionária... acho que já vimos algo parecido em Lobo solitário, Artimanhas do amor, Corações laçados, Drew (Longo verão texano), Desconcerto, etc. Como eu estava precisando da minha dose de Diana Palmer, catei um romance que ainda não tinha lido e o escolhido foi Além da pureza... só achei chatinho de ler, confesso, e não por ser antiquado (pois gosto de romances oitentistas), mas por ser apático e com um casal que não tem absolutamente nada de especial.

Após seu pai colocar ideias a respeito de uma esposa em sua cabeça, o empresário Cabe começa a enxergar sua comportada secretária com outros olhos. Ela é virgem e ingênua e ele parece excitado pela ideia de ser o primeiro homem da vida dela. Por mais que tivesse começado assim, esperava pela evolução dos sentimentos, queria ter sentido que ele se apaixonou grandemente pela mocinha no decorrer da história, mas não senti isso. Outro ponto importante é que a digníssima Eliza é muito insossa e chatinha. Em geral acho tão gostosinho ler a respeito da emoção das mocinhas de DP em torno da primeira vez, seus dilemas e anseios românticos, mas aqui falta veracidade e emoção genuína. É tão difícil de acreditar que uma mulher de 23 anos (no fim dos anos 80) não sabia o básico a respeito de sexo, nem o que era uma ereção, aparentemente. Gostei do fato dela ter um bichinho de estimação exótico, um lagarto chamado Norman que botava medo no Cabe, rs. No mais, tem um pequeno drama familiar que se resolve tranquilamente e os mocinhos se ajeitam e se casam no final. Levinho, cafona e mediano, hehe.

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