Jennifer L. Armentrout
Obsidiana e Ônix
Sempre achei que as pessoas mais bonitas, bonitas de verdade, por dentro e por fora, são aquelas que não têm noção do efeito que causam. Aquelas que usam a beleza para conseguir tudo estão apenas desperdiçando o que têm. Essa beleza é passageira. É só uma casca, cobrindo nada além de sombras e vazio.
✩✩✩✩✩ Obsidiana
Sinopse:
Começar de novo é um saco. Quando a gente se mudou para o interior, bem
no início do último ano do colégio, eu já vinha me preparando para o
sotaque caipira, o tédio, a internet lenta e um monte de chatices... Até
dar de cara com o meu vizinho lindo e seus intimidantes olhos verdes.
Hummm... os prognósticos estavam melhorando. Até que... ele abriu a boca.
Daemon é irritante. Arrogante. Dá vontade de matar. A gente não se dá bem.
Não mesmo. Mas, quando um caminhão quase me transforma em panqueca, o
garoto literalmente congela o tempo com um aceno de mão, e aí, bom, algo
inesperado acontece. O alien gato (meu vizinho) tem poderes!!! Você me
ouviu bem. ALIEN! A verdade é que ele e a irmã têm uma galáxia de inimigos
que querem roubar seus poderes. O rastro que deixou em mim brilha como uma
árvore de Natal, e isso não é nada bom. O único jeito de sair viva dessa é
ficar colada em Deamon, até a magia alienígena desaparecer. Quer dizer,
isso se eu não matar o cara primeiro.
O que eu achei:
Minha lista de livros pra ler está sempre crescendo e recebendo novos
títulos, bem, os Lux estavam nela há um bom tempo, e finalmente me animei
pra começar a série. E puxa, eu adorei Obsidiana, já vou logo
dizendo. Nas primeiras páginas eu já estava apaixonada pelo Daemon, pela
energia do casal, me senti como quando li a Saga Crepúsculo pela
primeira vez, muitas borboletas no estômago, vibe Forks, mocinha
humana e frágil x mocinho misterioso e poderoso. Fiquei tão ansiosa que
assim que terminei corri pra ler a sequência (uma decepção), mas vou focar
em Obsidiana agora.
Esse primeiro livro apresenta o universo e os personagens: alienígenas
com forma humana, poderes especiais, cidadezinha pequena, perigo iminente.
Existem duas raças de alienígenas na terra: os Luxen (mocinhos) e os Arum
(vilões). Daemon é um Lux e vive com sua irmã numa cidadezinha na Virgínia
(aparentemente) pacata, até que a chegada de Katy muda tudo. Desde o
primeiro momento Katy fica intrigada e atraída pelo vizinho gostoso e
grosseiro. Ela descobre que ele é um ser de outro planeta quando ele usa
seus poderes para salvá-la e curá-la. A tensão entre o casal é muito bem construída embora eu não tenha me
afeiçoado grandemente pela Katy. Pra mim é bem óbvio que o ponto alto do
livro é o herói, que esbanja carisma e prende a nossa atenção, até quando
é babaca. Eu fiquei procurando algo de mais especial na heroína, até pra
comentar aqui, mas achei a personagem, sei lá, mediana,
prosaica. Até a Dee brilhava mais (literal e figurativamente) que a heroína.
Katy também tinha algumas atitudes estúpidas que me irritavam muito, como
parar pra conversar com um cara esquisito no meio do nada (e terminar
sendo atacada) ou ir numa festa com um cara de caráter duvidoso tendo sido
advertida (e terminar sendo atacada). Ai gente, um cérebro de mosquito!
Nem o fato dela ter um blog e escrever sobre livros me conectou com a
personagem, rs. Apesar disso, a química do casal super funciona, o
primeiro beijo é incrível, bem como todas as cenas desse casal, isto
porque o Daemon é maravilhoso (eu amei esse personagem, já falei, né?),
mesmo que ele seja arrogante e babaca às vezes, ele ainda é tão protetor,
ótimo irmão, e o fato dele ser assim, inconstante, rendia cenas
incrivelmente românticas quando ele deixava vir à tona o seu eu
verdadeiro. Gostei muito da Dee e do que foi apresentado aqui, quem dera a
história tivesse sido concluída de um jeito cálido e bonitinho, é que não
gostei do rumo que as continuações tomaram... uma pena. Ouvindo hoje Se eu não te amasse tanto assim (Ivete Sangalo)
"...e as estrelas que hoje eu descobri no seu olhar, as estrelas vão me
guiar. Se eu não te amasse tanto assim talvez perdesse os sonhos dentro
de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez
não visse flores por onde eu vim e dentro do meu coração.".
Você fez que nem a Snowbird. Você poderia ter me deixado lá e corrido, como eu tinha falado. Mas, não, você voltou e me ajudou.
✩ Ônix
Sinopse:
Tudo está prestes a mudar! Estar conectada a ele é uma droga! Graças ao seu
abracadabra alienígena, Daemon está determinado a provar que o que sente por
mim é mais do que um efeito colateral da nossa bizarra conexão. Em vista
disso, fui obrigada a dar um "chega pra lá" nele, ainda que ultimamente
nossa relação esteja... esquentando. Algo pior do que os Arum ronda a
cidade. O Departamento de Defesa está aqui. Se eles descobrirem o que o
Daemon pode fazer e que nós estamos conectados, vou me ferrar. Ele também.
Além disso, tem um garoto novo na escola que, tal como a gente, guarda um
segredo. Ele sabe o que aconteceu comigo e pode ajudar, mas, para fazer
isso, preciso mentir para o Daemon e ficar longe dele. Como se isso fosse
possível! Até que, de repente, tudo muda. Vi alguém que não deveria estar
vivo. E tenho que contar ao Daemon, mesmo sabendo que ele não vai parar de
investigar até descobrir toda a verdade. Ninguém é o que parece ser. E nem
todo mundo irá sobreviver às mentiras.
O que eu achei:
Li Obsidiana sem desgrudar os olhos, em Ônix só queria saber quantas
páginas faltavam pra acabar (o tempo todo), ora irritada, ora entediada,
totalmente desconectada. Como pode? Tinha tudo pra ser uma ótima
continuação, mas pra mim não foi. Desde que Daemon salvou a vida de Katy com
a cura alienígena, eles desenvolveram uma conexão, mesclaram DNA, algo
assim, e a jovem ganhou poderes também. Isso deveria tê-los aproximado, né?
Mas nãão, aqui Katy prefere confiar seus segredos a um garoto estranho que
chega na escola, ao invés de aprender a controlar seus recentes dons com o
Daemon, que SALVOU A SUA VIDA!
Desde o final do primeiro livro Daemon deixou claro que queria um relacionamento
com Katy, ela estava super apaixonada por ele também, mas aqui ela fica
de frescura o livro todinho, negando a paixão pois acha que os sentimentos dele são fruto da ligação alienígena. E
a história não para de dar voltas em torno disso. Eu acho que esse conflito
rendia menos páginas, alguns capítulos, talvez, mas não o livro todo (mais
de 400 páginas). Minha nossa, o que aconteceu aqui? O primeiro foi tão bom, e agora não tenho
nem palavras para descrever o quanto eu detestei essa sequência, sobretudo o
novo (e desnecessário) personagem introduzido pra forçar um triângulo
amoroso e azedar a relação dos mocinhos. Esse personagem (Blake) e toda a
situação em torno dele estragou o livro pra mim. Tipo, a maior parte do livro se resume a: Daemon cutucando Katy com uma caneta na aula; Daemon sentindo ciúmes e advertindo Katy a respeito do Blake; Katy passando tempo com Blake; Katy sendo burra ao quadrado; Katy desejando Daemon, mas ainda assim rejeitando-o.
"Eu te falei que não podíamos confiar nele". E vejamos, Katy nunca foi uma personagem
das mais queridas, mas admito que ela tinha um quê simpático em Obsidiana.
Aqui nem isso. Pra mim ela perdeu todo o seu charme com tanta teimosia e
estupidez (primeiro o Simon, agora o Blake), que canseira! O mesmo que rolou
em outras séries: premissa boa, herói cativante, mas heroína chata e que não
sabe o que quer, puxa, se colocar na balança a América (A seleção), a Tahisa
(Lobo rei) e a Katy nem sei quem ganha o troféu de maior pé no saco.
No final, depois de tanta burrada, quando Katy declarou seus
sentimentos pelo Daemon, nem tinha mais graça. E coitada da Dee, uma
personagem tão legal, ficou totalmente escanteada aqui, sem serventia
nenhuma. Não foi uma novidade saber que o Dawson estava vivo, também
suspeitava do Blake, do padrasto da Katy e do professor extraterrestre.
Enfim, parecia que a história não caminhava, capítulos repetitivos, "chove e
não molha", rumo frustrante, desfecho insatisfatório. Li os primeiros
capítulos de Opala e desisti de vez, tudo o que eu queria era uma história
de amor bonita e gostosa de ler, com uma humana e um alienígena, ganho mais relendo A hospedeira (que eu amo) e revendo My love from the stars (um k-drama muito fofo nessa vibe).
Meu povo acredita que, quando morremos, nossa essência é o que mantém acesas as estrelas do universo. Parece estúpido acreditar em algo assim, mas, quando eu olho para o céu à noite, gosto de pensar que ao menos duas das estrelas lá em cima são os meus pais. E outra é o Dawson.

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