★★
Corrompido pelas sombras
Sinopse:
Sbor Forks já foi o líder mais temido do clã férnus do sul. Hoje, é apenas um guerreiro quebrado, consumido por perdas e pela raiva sobrenatural que ameaça destruí-lo. Ele jurou nunca mais se erguer, até que ela surge. Sienna Mueller nunca imaginou que herdar uma casa nas montanhas de Banff a levaria para além da realidade que conhecia. Em uma noite gelada, cercada por criaturas que parecem reconhecê-la, ela cruza um portal antigo e desperta uma maldição esquecida. Agora, o clã do sul está à beira da ruína, um inimigo oculto desperta nas sombras, e Sbor pode perder a única companheira capaz de reacender um fogo que jamais deveria ter se apagado. Quando as sombras se movem, uma coisa é certa: nada é o que parece.
O que eu achei:
Eu gosto de um romance mais picante vez ou outra, principalmente se tiver um lobisomem (ou algo similar, rs), e por ter gostado tanto de Auror e Anira do monster romance Condenado à escuridão, lá fui eu me aventurar no Kindle com mais um férnus possessivo e sua destinada. Sbor foi uma história que li rapidinho, principalmente por ter pulado uns trechinhos repetitivos (é que não me fisgou). Durante suas férias, Sienna fica a par de uma herança milionária e ganha uma mansão isolada numa reserva canadense, lá ela conhece seu amor destinado: o líder férnus do clã do Sul. Bom, de antemão, preciso dizer que não li toda a série do clã do Norte, eu gostei muito do primeiro livro, mas não consegui me envolver nas sequências, então não tenho muita ideia do que rolou entre os clãs e as deusas mencionadas.
Mas a verdade é que, embora seja apresentado como uma história independente, fiquei perdida e sem entender alguns acontecimentos, principalmente a respeito da deusa Luna que aparece em Condenado à escuridão como uma figura benéfica e aqui mais parecia uma vilã (???)... talvez isso tenha prejudicado meu envolvimento com a história. E putz, não gostei do fato do Sbor ter tido duas companheiras antes da Sienna (uma destinada e uma escolhida com quem ainda teve uma filha, sendo que no outro livro tinha sido estabelecido que os férnus só tinham filhotes com as parceiras destinadas), então a Sienna é só mais uma destinada, uai? Assim deixa de ser especial encontrar sua alma gêmea, já que aparentemente pode se ter mais de uma, né? Pra mim essa foi a pior ideia da autora! Tipo, eu já não via uma química de milhões entre o casal, e tirando esse fator especial, essa magia de um parceiro único e inigualável, ficou mais difícil de colar, de curtir as cenas calientes, de sentir emoção com o casal. Vorn e Lilly, o férnus exilado da montanha e sua destinada teimosa, soaram muitíssimo mais interessantes no pouquinho que apareceram, simplesmente roubaram a cena (quero ler o livro deles, se tiver). Até a história do ''Thundercats'' e da arqueóloga é melhor e mais sexy em Dominada pelo senhor do fogo!
Outras coisitas que me incomodaram: no começo da história Sienna tem cabelos e olhos pretos, e sem mais nem menos fica com os cabelos e os olhos brancos, como se fosse uma angelic, mas se ela não era uma angelic (pois era descendente dos elementais - tipo uns magos), por que essa transformação em sua aparência? Não tem o menor sentido, é sem propósito algum e com uma explicação muito fraca, até pra esse tipo de história sem muita profundidade. As cenas de sexo são muito repetitivas, afinal sem a química certa é dureza de acompanhar, e às vezes me frustrava o quanto esse casal tentava ser uma imitação de Auror e Anira versão do Sul, putz, até o lance da pipoca (como Anira ama pipoca, então Sienna também tem que amar pipoca e tem que ficar com os cabelos brancos mesmo sem ser uma angelic). Em suma faltou uma história mais criativa e cativante, é isso, e menos referência ao clã do Norte pra que a história caminhasse por si só, como prometia.

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