★★★
Receitas de amor
— Desculpe eu ter chamado você de caipira.— Só se me desculpar por eu ter pensado em você como "o desastre mais lindo que já vi".
Sinopse:
Um amor temperado com açúcar... e pimenta! A sofisticada Jill Reed tem um programa de culinária na televisão e muita ambição. O dono da emissora, no entanto, não tem nada de refinamento. Na verdade, de acordo com Jill, é um caipira. No entanto, nem ela, com toda sua implicância, consegue negar que ele é lindo, generoso e batalhador. Bill pode não apreciar os pratos com nomes complicados que Jill Reed apresenta, preferindo mesmo uma boa "carne na cerveja", mas é obrigado a admitir que jamais viu mulher mais linda, desejável e... exasperante. Tudo o que ele mais quer é temperar a vida insípida que ela leva com muito humor e beijos.
O que eu achei:
Dia dos namorados pede um romance bem gostosinho e despretensioso. A sinopse fofa desse romance de banca me chamou e comecei a leitura gostando muito, muito mesmo, achei que ia ser uma leitura cinco estrelas, mas terminamos na média, com três. Aqui temos aquele clichê queridinho de opostos que se atraem, Bill é o dono de uma pequena emissora de tv, um homem que cresceu no interior e enriqueceu graças ao esforço e tino para os negócios, ele tem um jeitão caipira adorável e é simpático, generoso, paciente, aberto... ou seja, tudo de bom! Agora vamos à nossa mocinha, o outro lado da moeda: Jill é fechada, cricri, fria, insossa e até um pouco antipática. Ela teve um casamento infeliz e agora tem medo de se entregar e confiar, o que é compreensível "é que fui escaldada uma vez e agora tenho medo até de água fria". Na trama, o programa culinário apresentado por Jill (com suas complicadas receitas) estava com baixa audiência. Quando o Bill vai demiti-la ela pede outra chance e ele concorda, nisso eles acabam apresentando um programa juntos (meio que de brincadeira) que vai ao ar e é um sucesso.
Pra mim faltou só um ingrediente para essa história me ganhar: uma mocinha adorável! Eu já li muitos romances que partem da premissa de um personagem, seja o herói ou a heroína, com cicatrizes ou traumas de uma relação passada que deixou seu coração fechado pra balanço, mas o personagem grumpy não pode ser tão seco e sem carisma em comparação ao personagem sunshine. Precisei concordar com os expectadores do programa Cozinhando com Jill, que achavam a Jill desinteressante e sisuda frente às câmeras e totalmente ofuscada pelo charme do Bill caipira. Jill acabou sendo tão chatinha que parecia que só o Bill sentia paixão, que só ele se esforçava pra conquistar, pra adoçar a relação. Então no final das contas foi um leitura mediana, insípida, senti falta de uma evolução na protagonista e de mais emoção, de açúcar e pimenta (como prometia a sinopse), enfim, daquela química gostosa.
[meu presentinho♡]


Postar um comentário
0 Comentários