A paciente

Vivi nas trevas por muito tempo, esqueci como era erguer meu rosto para a luz. (...) Existe uma música, Noreen, cuja letra diz que quando um homem ama uma mulher de verdade ele vê os filhos que ainda não teve nos olhos dela. Para minha infelicidade, vi meus filhos em seus olhos no dia em que a encontrei na cozinha da casa de sua tia. E eu era casado. Vivi um inferno sabendo que isso era pecado e incapaz de me arrepender. Paguei por isso e a fiz pagar também. Ainda estamos pagando.

Sinopse:

A enfermeira Noreen Kensington sofre de uma grave dor no coração e talvez o melhor remédio seja uma dose de carinho e atenção à moda antiga, vindos do sedutor médico que habita seus sonhos mais secretos. No entanto, o passado conturbado que compartilha com o Dr. Ramon Cortero fazia dele justamente o homem que ela não queria que a socorresse agora que estava doente. Como médico, era dever de Ramon buscar a cura de seus pacientes. Como homem, ele tinha de encontrar um meio de cuidar do coração da mulher que assombrava seus sonhos. Quando verdades do passado vêm à tona e o passado é esclarecido, Ramon está decidido a consertar as coisas com a mulher que se tornou sua paciente mais querida. Mas será que esse médico conseguirá curar o coração partido de Noreen antes que seja tarde demais?


O que eu achei:

Adoro um romance ambientando num hospital, entre jalecos e estetoscópios, hehe. Ramon é um cardiologista viúvo que tem uma relação estranha e conturbada com a enfermeira Noreen, pois ele a culpa pela morte de Isadora (a falecida esposa), sendo que Noreen e Isadora também eram primas. Já Noreen é uma jovem insegura e solitária que sofre de um problema cardíaco, mas ela esconde sua condição de saúde, assim como seus sentimentos por Ramon, pois ela sempre foi apaixonada pelo marido da prima (é babado). Ahh, eu já estava sentindo falta de um casal no estilo de DiPalmer, um grosseirão que se redime e uma heroína injustiçada. Ao longo da trama descobrimos que Noreen não teve qualquer culpa na morte da prima (obviamente), que Ramon também cultiva uma paixão secreta por Noreen, e que Isadora estava mais para vilã do que vítima da história toda.
 
A paciente é um romance que pode soar antiquado e piegas (e é mesmo) e que tem um herói que embora tenha me ganhado (no fim das contas) é bem babaca no começo, e desnecessariamente cruel com a Noreen, e isso antes da morte da Isadora. É claro que a justificativa é a de sempre: paixão reprimida. E que depois ele se torna o mais gentil dos enamorados, então compensa: "estou louco de paixão, louco por ser amado, desejado, consolado...". Aqui também temos uma clássica mocinha, à moda antiga e sofredora, que se guardou para o homem amado, que renuncia sua vida profissional para se dedicar ao casamento e aos filhos, e que é um modelo de bondade, rs, e sim, eu acho tudo isso uma delicinha (livrinho nostálgico). O casal é muito bonitinho e passa muitas emoções, o final feliz é aconchegante e eu gosto da mudança de atitude dos tios da Noreen, embora seja um pouco forçada. Enfim, uma ótima pedida para os fãs da querida Diana Palmer, aquela leitura confiável e segura, que você sabe exatamente como vai caminhar. Ah, e eu amei a Mosquito, a gatinha da Noreen, um acerto e tanto.

Beijinhos e au revoir. Ouvindo hoje: Have you ever really loved a woman? (Bryan Adams)

Não é fácil perdoar, Noreen. Porém, sem perdão as guerras não terminam. Precisamos parar de viver no passado e recomeçar.

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