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O duque detetive
Sinopse:
[Lordes inesperados livro I] Ele não nasceu para ser duque. Ela sempre foi destinada a ser duquesa. Bravura, determinação e um desejo ardente impulsionaram a vida de Hudson Stone. Nenhum caso que ele enfrentou como Inspetor Chefe da Scotland Yard ficou sem solução. Mas nada disso havia preparado o implacável investigador para receber um ducado como herança. Mais enlouquecedor do que seus deveres ducais é Lady Elysande Collingwood, a noiva do último Duque de Wycombe. Para piorar, as dívidas que Hudson herdou com o título o obrigam a se casar com uma herdeira para salvar as propriedades da ruína, e a alegre e deslumbrante Lady Elysande é a única que ele conhece. Elysande sabia que o último Duque de Wycombe estava se casando com ela por causa de seu valioso dote, e ela não tem dúvidas de que seu sombrio sucessor deseja se casar com ela pela mesma razão. Mas ela tem seus próprios motivos para aceitar a proposta do duque. Não importa que ele seja grosseiro e sisudo e tenha a reputação de ser cruel. Este casamento por conveniência cai muito bem para ela. No entanto, não há nada de conveniente nos sentimentos que ela começa a desenvolver pelo homem ameaçador com quem se casou. Quando as sombras do passado de Hudson vêm à tona, fazendo com que eles se aproximem, o desejo brota. Mas com um vilão perigoso em seu encalço, Hudson não pode se permitir aproximar-se de ninguém. Mas seu coração frio tem outros planos...
O que eu achei:
Que livrinho chinfrim, um dos mais chatos dentro do querido clichê de ''casamento de conveniência''. A sinopse cativa e o início até que era promissor, mas ouso dizer que em três ou quatro capítulos meu interesse pela trama já havia esfriado e terminei lendo por alto (era isso ou abandonar de todo). Bem, eu sinceramente não saberia dizer quando Elysande e Hudson se apaixonaram, pois foi como num passe de mágica, num primeiro momento Hudson não queria se casar com uma lady delicada pra deixar sua vida de detetive de lado, já Ely estava mais resignada e só queria se casar pra cumprir um dever familiar e ter tempo pra desenvolver sua frigideira elétrica. Antes de casar eles chegam a firmar um acordo de ''três meses sem intimidade'', mas no dia seguinte às bodas já estavam se agarrando no mato e ansiando grandemente um pelo o outro (o que eu perdi?)... nem preciso dizer que a química é inexistente, né?
Tipo, a mocinha era tão determinada com seus inventos elétricos, mas após o casamento, seu lado inventora saiu de cena porque ela só pensava em dar (não uma contribuição para a ciência, rs). E é uma pena, acho que esse lado da personagem poderia ter sido tão relevante e cativante para a trama quanto o de outras mocinhas de época cujos interesses vão além do casamento e da maternidade, como a astrônoma/relojoeira Alexandra (Um amor conveniente), a médica Garret (Um estranho irresistível), a ilustradora científica Madeline (A noiva do capitão), a ceramista Bianca (A esposa do londrino) ou mesmo a Clio, que sonhava em produzir sua própria cerveja (Diga sim ao marquês).
Aqui a autora não teve paciência e sensibilidade para seguir com a história como a apresentou inicialmente >> os mocinhos se conheceriam melhor durante os três meses, a tensão cresceria pouco a pouco, os sentimentos evoluindo até consumarem a união << mas tenho a sensação de que ela só queria chegar na parte do sexo logo, e tudo saiu apressado, sem construção de sentimentos. Pra mim esse livro carece de sustança, de uma verdadeira história de amor, é um livro ao mesmo tempo apressado e moroso, forçado, com personagens apáticos e cenas de sexo pra preencher o vazio da história, eu quase podia ouvir uma sinfonia de grilos entre um capítulo e outro.
Além de tudo isso, falta coerência e bom senso, minha nossa, a história está repleta de palavrões que não se encaixam num romance de época, não estou dizendo que em 1800 e bolinha não se falava palavras chulas, mas estou deduzindo que falavam com menor frequência e que não eram os mesmos do repertório da autora (super moderninhos); num momento é dito que Ely nunca foi cortejada (pois ela só tinha tempo e interesse pra seus estudos), em outro, que já fora beijada por vários homens; a mocinha não quer intimidade física, pula pra ela tomando todas as iniciativas logo após o casamento; ela pede pra ficar em paz por três meses, mas fica super chateada quando o marido viaja por algumas semanas; o Hudson é apresentado com uma personalidade mais sombria e sarcástica (inclusive na sinopse), mas se revela um cachorrinho manso e pidão. E o mistério (puro sonífero) da trama ainda o faz parecer burro, sorry, em nenhum momento Hudson soa como um bom detetive. E olha que esse livro tem uma continuação (protagonizada pela irmã da Ely, a casadoura Isolde), tentei dar uma chance e desisti >> no primeiro capítulo, kk. Next!

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