★★★
Um lance em falso
Sinopse:
[Vancouver Storm Livro 2] "A melhor maneira de me livrar do meu ex foi fingir estar apaixonada por seu grande rival. O meu problema agora é que estou gostando demais dessa mentira." Hazel Hartley é a fisioterapeuta do Vancouver Storm, o time mais famoso de hóquei do Canadá. Se tem uma lição que ela aprendeu depois de anos convivendo com os atletas é: nunca se envolva com eles. São arrogantes, infiéis e vão acabar te decepcionando. O melhor exemplo é o seu ex-namorado, Connor, que a fez perder a confiança em jogadores para sempre. Quando seu ex volta para o time e ela é obrigada a trabalhar com ele, Hazel encontra um jeito para proteger seus sentimentos: aceitar namorar Rory Miller, o capitão do time. Com a condição importante de que tudo não passe de um teatro. Por mais charmoso, cativante e irresistível que Rory possa parecer, Hazel não tem o menor interesse em sair com ele. Mesmo que seja a única pessoa capaz de fazê-la sorrir em um dia ruim. Mesmo que pareça diferente dos outros jogadores — e que ela não consiga parar de pensar nele. Mas o que era para ser apenas um namoro de mentira logo se torna algo mais verdadeiro do que Hazel poderia esperar…
O que eu achei:
E cá estou eu tentando ler mais um romance esportivo... a sinopse clichezinha me chamou: namoro de mentira, mocinho que é um príncipe, mocinha que tem um trauma com o ex, e mais uma história com hóquei, rs. Esse livro faz parte de uma série, mas dá pra ler de maneira independente, só não me deixou com vontade de ler os outros (quer dizer, talvez Confronto direto, porque eu me amarro num enemies to lovers, hehe). Pra começo de conversa nem sei como avaliar esse livro, porque ele tem vários momentos legais e bonitinhos, o casal funciona e eu quis terminar o livro, mas ao mesmo tempo achei arrastado e raso, penso que podia ter menos páginas, e de novo estou lendo um romance protagonizado por adultos com carreiras definidas que parecem presos no ensino médio, os dramas e até a motivação pra iniciar o namoro falso é meio infantil.
Quanto aos mocinhos, achei a Hazel chatinha (sobretudo no começo) e não me conectei muito, mas não tenho muito a dizer sobre ela a não ser que é linda, sensível, fã de leggings e seguidora do mantra "nenhum homem presta, pois meu ex é mau caráter". É sério que ela guardava mágoa do Rory por ele ter feito uma menina chorar na época da escola? A autora até tentar enfiar um drama familiar na vida da Hazel pra trazer alguma sustança pra trama (sua mãe tem problemas de autoimagem), mas isso é tão raso. Já o Rory é o típico capitão do time super gato e desejável, um cara bacana que também tem umas questões mal resolvidas com os pais, bom de cama, apaixonado pela Hazel desde sempre, sem muita personalidade e que gosta de mimar e idolatrar sua mulher, tão fofo quanto entediante, rs. É bonitinho vê-los se firmando na relação, e do meio pro fim eu gostei mais de Rory e Hazel.
Mas já vou avisando, tem muito hot, muito mesmo, eu gosto de romance com hot (especialmente se a história dos mocinhos for cativante), mas aqui sobra picância e falta outros temperinhos como (mais) momentos de ternura e cumplicidade, conflitos, tensão crescente, alguma reviravolta (acho que esse casal não teve uma briga sequer). Quando o casal está junto a gente já sabe que lá vem mais uma cena de sexo ousada e cansativa, é o que eles têm a nos oferecer, corpos estonteantes e luxúria. Tem também um montão de palavrão por metro quadrado (basicamente em todos os parágrafos e diálogos, af), e no fim, o namoro que nem era tão de mentirinha nem precisa evoluir pra algo maior... pois era de verdadezinha desde o começo. É isso, aquele livro mediano, nem grandemente emocionante nem grandemente desinteressante.

Postar um comentário
0 Comentários