Tempestades de verão

Sinopse:

Há cinco anos Alice foi banida da magnífica ilha particular do pai, o gênio da computação Franklin Storm, na costa de Rhode Island. Desde então, construiu uma reputação independente do sobrenome, da influência e dos bilhões dele. Mas a morte repentina de Franklin faz com que o retorno de Alice seja inevitável. O plano dela é manter a cabeça baixa, prestar as últimas homenagens e ir embora logo depois do velório. Infelizmente seu pai tinha outros planos. O patriarca excêntrico e manipulador deixou para os herdeiros um último desafio, um jogo que vai virar o mundo deles de cabeça para baixo. As regras são: passar uma semana na ilha, completar as tarefas designadas e assim receber a herança. Mas, para Alice, lidar com os familiares é mais difícil que o jogo em si. Com a irmã mais velha e seu caso de amor secreto, o irmão e sua arrogância implacável, a irmã caçula e seu apreço por elementos esotéricos, a mãe com sua frieza e o olhar implacável de julgamento, as possibilidades de drama estão em cada canto da mansão. Somando-se a isso tudo o olhar atento e sempre presente de Jack Dean, o braço-direito lindo e misterioso de seu pai, vai ser um milagre se Alice sair da ilha com o coração intacto.


O que eu achei:

O nome dessa novela é Os ricos também choram, rs. Dos romances de época que li dessa autora, gostei de Cilada para um marquês e 9 regras a ignorar antes de se apaixonar... daí vi essa capa linda, essa sinopse interessante e pensei em dar uma chance, mas foi um porre, kk, um desses livros absurdamente arrastados com muitos personagens sem carisma ou grande crescimento.

Aqui passamos sete dias com a família Storm, conhecendo sobretudo Alice, a "ovelha negra". Após a morte do patriarca bilionário, todos os herdeiros são obrigados a permanecer na mansão familiar que fica numa ilha particular durante uma semana, lá eles precisarão cumprir algumas tarefas se quiserem receber a herança. E minha nossa, haja paciência para os dramas desses riquinhos mimados, sendo Alice [pra mim] a mais cansativa... a menina rica que não ligava pra dinheiro e só queria ser independente e vender sua arte na praia, rs (mas papai não bancou seus estudos de arte). Preciso concordar com o Jack "o dinheiro não importa pra você porque você nunca precisou se preocupar com ele". E olha que esse lance de um testamento sempre pode render conflitos interessantes, expondo as feridas emocionais, restabelecendo conexões perdidas, como em O testamento (Nora Roberts), A herdeira (Janice Ghisleri) e Alguém para amar (Mary Balogh), por exemplo. Mas aqui achei os personagens (e são muitos) superficiais e antipáticos. Eu queria ter visto os irmãos sendo mais afetuosos uns com os outros, que pudesse ter algo bonito sendo construído, mas no final eles resolvem fazer um grupo de wthas e cada um segue o seu caminho.

E quanto ao romance, durante esse tempo na ilha Alice se envolve com Jack, o braço direito do seu pai e executor do testamento. Putz, que casal forçado, frio, sem graça. Eu não consigo lembrar de algo que tenha gostado nesse livro, e a escrita é tão estranha, se esforça pra soar uma história bem profunda, melancólica, cheia de metáforas relacionadas ao sobrenome da família e às tempestades da vida, mas entrega uma trama maçante, prolixa. Zzzz... Ouvindo hoje a trilha sonora da novela argentina Los ricos no piden permiso (dessa eu gosto, hein).

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