Manhã de núpcias

– No meio da festa, vou me aproximar e convidá-la para dançar comigo. Na frente de todo mundo! – Vou recusar. – Vou convidá-la assim mesmo. – Para zombar de mim – disse ela. – Não. Apenas para dançar, Srta. Marks. E então, para a surpresa de Leo, Catherine lhe sorriu. Foi um sorriso doce e natural, o primeiro que ela já lhe oferecera.


Sinopse:

4º livro, Série Os Hathaways

Quando herdou o título de lorde Ramsay, Leo Hathaway e sua família passavam por um dos momentos mais difíceis de sua vida. Mas agora as coisas vão bem. Três de suas quatro irmãs já estão casadas, uma preocupação que Leo nunca teve consigo mesmo. Solteiro inveterado, ele tem uma certeza na vida: nunca se casará. Mas então a família recebe uma carta que pode pôr tudo isso em risco: se Leo não arrumar uma esposa e gerar um herdeiro dentro de um ano, ele perderá o título e a propriedade onde todos vivem. Solteira e sem pretendentes, a governanta Catherine Marks talvez seja a única salvação da família que a acolheu com tanto carinho. O único problema é que Leo não compartilha do mesmo afeto que suas irmãs têm pela moça. Para ele, Catherine é uma megerazinha cheia de opinião que fala demais. Apesar de irritá-lo e quase o levar à loucura, ela é a primeira – e única – mulher com quem ele considera se casar. Catherine, por sua vez, tem uma opinião igualmente negativa a respeito do patrão. Além disso, ela esconde alguns segredos do passado e um deles pode destruir a vida que tão cuidadosamente construiu para si. Agora Leo e Catherine precisam um do outro, mas para vencer as dificuldades e consertar as coisas eles terão que superar as turras e as diferenças.


O que eu achei:

Um bom romance, com aquele típico casal gato e rato e um baita 'chove e não molha' entre eles. Na verdade a história do Leo e da Cat começa lá no segundo livro da série, que é quando eles se conhecem. E é antipatia à primeira vista, de ambos os lados. Nos livros anteriores, sempre que se encontravam era discussão na certa – preliminares, rs. É claro que pelas implicâncias e provocações a gente já deduzia que mais cedo ou mais tarde iria acontecer algo entre eles. Com momentos bem calientes, trama bem humorada e ao mesmo tempo delicada, a sequência tinha tudo pra me conquistar inteiramente. Mas não sei porque não foi bem assim... acho que o casal enrola demais pra ficar junto ou se enrolam demais no drama da mocinha cheia de traumas e segredos, o que deixa aquela sensação de casal cansativo em dado momento, melhor dizendo, de mocinha cansativa (a raiz do meu problema com o livro). E de toda a série esse é o de que menos gosto, simplesmente não senti 'aquela' grande emoção pelo casal, embora eles até tenham tido uma boa química. Leo sempre foi um personagem interessante e sarcástico dentro da série, já tinha sofrido muito e foi se recuperando ao longo dos livros anteriores, e aqui já o vemos bem mais forte, e até estava ansiosa por esse livro, mas sei lá, eu acho que o suspense em torno do passado da Cat é que foi chatinho, pra lá de previsível e com muito barulho por nada, o que não me deixou curtir tanto a história, tinha hora em que Cat enchia a minha paciência. Mas ainda assim é um bom livro.

– E o senhor ainda  a ama – A voz de Catherine soou triste. – É por isso que nunca se casará. – Não. Tenho um carinho extraordinário pela lembrança dela. Mas isso foi há muito tempo. E não quero passar por isso de novo. Eu só sei amar de forma arrebatadora.

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