Tentação ao pôr do sol

Poppy o puxou para mais perto até sua boca tocar a dele. O beijo foi breve, mas vital. Quando ela o soltou com cuidado, Harry recuou.  – Recusou-se a me beijar quando lhe dei diamantes, mas me beija por chocolates? – provocou ele. Poppy assentiu. – Vou encomendar entregas diárias, então.


Sinopse:

3º livro, Série Os Hathaways

Poppy Hathaway está em Londres para sua terceira temporada de eventos sociais. Como nos dois anos anteriores, ela se hospedou com a família no hotel Rutledge. E, como nos dois anos anteriores, tudo indica que retornará a Hampshire sem ter encontrado um pretendente com quem se casar. Apesar de ser extremamente bonita e gentil, Poppy tem duas grandes desvantagens em relação às outras moças: sua inteligência deixa muitos homens acuados e o fato de vir de uma família tão pouco convencional faz com que os melhores partidos nem sequer a abordem. Mas o destino a coloca no caminho de Harry Rutledge, um homem de passado triste, que venceu na vida por conta própria e aprendeu a encarar tudo como um negócio. O dono do hotel não ama ninguém, confia em poucos e manipula todos. Porém, mesmo sendo tudo o que Poppy nunca almejou, ela não pode negar o fascínio que sente por ele. Quando Harry conhece Poppy, é tomado pela paixão. Ele imediatamente tem a certeza de que a jovem será sua esposa – e, para o bem ou para o mal, não mede esforços para que isso aconteça. Mas fascínio e paixão não serão suficientes para construir um casamento, sobretudo quando uma mentira põe em jogo as bases do relacionamento. Agora, é entre quatro paredes que eles tentarão resolver problemas e anular diferenças, num romance apaixonante em que seu futuro juntos pode mudar a cada toque, cada encontro, cada descoberta.


O que eu achei:

Apaixonante e surpreendente. Como todos antes desse. A história da Poppy, a princípio, me pareceu menos arrebatadora que as demais, talvez porque o Harry, seu par romântico, tinha muitos tons de cinza, um caráter ambíguo, era manipulador, implacável, tantas nuances... o que o Harry desejava, conseguia, e Poppy foi a sua escolhida para esposa (não importando o que precisasse fazer para tê-la). A partir daí acompanhamos uma trama muito bem escrita, dramática na medida certa, sensual, cativante, com uma linda jornada matrimonial. 

Mergulhando na história, percebi que gostava mais e mais do Harry, e para minha surpresa, estava imensamente fascinada pelo casal. No começo, era só uma paixão unilateral da parte dele e uma mágoa profunda pelo casamento forçado da parte dela, mas que amor lindo, ah... (suspiros), o sentimento vai surgindo devagarzinho, à medida que se aproximam dia a dia, momentos que nos mostra o quanto eles se importam um com o outro enquanto entendem seus papéis de marido e esposa, e aprendem que um casamento exige diálogo, energia e concessões de ambos os lados para funcionar. Acho que esse romance traz uma reflexão muito bacana sobre o casamento, e que é muito real.

Poppy é uma Hathaway interessante, amável, firme em suas convicções, muito terna quando se entrega de corpo de alma, e que também cresce à medida que deixa no passado expectativas irreais e sonhos juvenis. Você sente como se não conseguisse desgrudar os olhos do livro e torce muito a cada página para que o Harry conquiste de vez o coração da Poppy, para que ela dê uma chance, o enxergue. E quando você vê, o dia já está amanhecendo (por que será que isso sempre acontece comigo?)... Com muito soninho, mas pelo menos de coração quentinho. Uma canção para hoje: Por fin (Pablo Alboran).



– Você me fascina em todos os sentidos – sussurrou Harry, a mão brincando delicadamente com seu cabelo. – Há mistérios em sua alma que só serão descobertos ao longo de uma vida e quero conhecer cada um deles. Ninguém jamais a chamara  de misteriosa antes. Gostou disso, embora não se sentisse uma mulher de mistérios. – Não sou tão misteriosa assim, sou? – É claro que é – respondeu ele e, sorrindo, segurou e beijou a palma da mão da esposa. – Você é mulher.

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