Emma

– Emma sempre afirma que nunca irá se casar, porém isso não significa nada. Não faço a menor ideia se algum homem já despertou o interesse de Emma. Gostaria de vê-la apaixonada e com dúvidas se é correspondida; isso certamente lhe faria bem.


Sinopse:

Emma, uma jovem aristocrata, vive entediada em uma localidade perto de Londres em companhia de seu pai e seus amigos. Depois que sua governanta e confidente se casa, sua vida torna-se mais enfadonha. A bem nascida Emma, ao contrário da maioria das moças de sua idade, não se preocupa com as perspectivas da sociedade em relação ao casamento e ocupa seu tempo com os enlaces amorosos dos que lhe rodeiam. Sendo um retrato fiel das imposições sociais que as mulheres inglesas do início do século XIX enfrentavam, a obra mostra com leveza as relações conflituosas de amor e conveniência introjetadas no âmago feminino.


O que eu achei:

Nossa, eu amo esse romance. Gosto de tudo relacionado também, desde a série da BBC até os filmes, inclusive As patricinhas de Beverly Hills (que para quem não sabe é inspirado em Emma). A história é bem simples: Emma é uma moça bondosa e rica, embora um pouco mimada. Ela gosta de bancar o cupido e passa o tempo pensando em unir casais da região. Mas ela parece ter se esquecido de cuidar do próprio coração e não consegue enxergar o amor bem diante de seus olhos: o Sr. Knightley é um amigo da família de longa data e é completamente apaixonado por ela. Mas é claro que a nossa casamenteira de plantão só se dará conta de que também o ama depois de praticamente jogá-lo nos braços da amiga, hehe. Enfim, juntamente com Orgulho e preconceito, esses são os livros de que mais gosto de Jane Austen. Além disso, como de praxe, demorei semanas para terminar a leitura, não apenas por ser extenso, mas também por ter uma linguagem rebuscada que acabava deixando o ritmo da história lento e cansativo. Mas faz parte... Afinal, o livro foi escrito em 1815! Vale lembrar que Emma é a única heroína abastada dos romances de Jane Austen e foi a única personagem dos seis livros publicados de Austen, cujo próprio nome é também o título da obra. O livro é, a meu ver, o romance com o toque mais leve e divertido da autora, gosto tanto da obra, da personagem e das adaptações que o nome "Emma" está na minha lista de "Nomes que daria para uma filha churi churin fun flais", junto de outras tantas heroínas adoráveis. Vale a pena tirar um tempinho para ler essa história deliciosa.


– Eu não sou um homem de muitas palavras, Emma – disse o Sr. Knightley, cheio de ternura, tanto quanto podia ser convincente. – Se eu amasse você menos, seria capaz de falar mais sobre isso.


Veja também:

O filme Emma de 1996, com Gwyneth Paltrow no papel de Emma. Eu amo esse filme. É ainda melhor que a série da BBC. Os protagonistas são adoráveis e super combinam. Tem também o filme As patricinhas de Beverly Hills (Clueless, 1995), numa divertida versão de Emma adolescente e contemporânea vivida por Alicia Silverstone. Um clássico da minha infância.

 

Se estiver procurando algo mais completo e fiel ao livro, você vai amar a série Emma de 2009, com Romola Garai no papel principal. Só não gosto muito do Sr. Knightley dessa versão porque pra mim ele sempre será o Edmund de Mansfield Park (outro filme inspirado num livro da autora). Eles não deviam ter colocado o mesmo ator para viver o herói romântico de duas obras da Austen. Ah, e por fim temos o filme Emma de 2020, com Anya TaylorJoy como protagonista. Esse tem um estilo muito próprio, divertido e gostosinho.

 


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