★★
Razão e sensibilidade
Muitas foram as lágrimas derramadas por todas as Dashwoods nas últimas despedidas a um lugar tão querido. “Querida, querida Norland”, disse Marianne, enquanto caminhava sozinha diante da casa, na última noite de sua permanência lá, “quando deixarei de ter saudades de você? Quando aprenderei a ter um lar em outro lugar? Nenhuma folha vai cair por causa da nossa da nossa mudança, nenhum galho se imobilizará por nós! As árvores continuarão as mesmas, inconscientes do prazer ou do sofrimento que provocam a qualquer um que caminha sob as suas sombras... Mas já não estaremos aqui para apreciá-las.”
Sinopse:
Esse foi o primeiro romance de Jane Austen. Publicado em 1811, logo recebeu o reconhecimento do público. Razão e sensibilidade é um livro em que as irmãs Elinor e Marianne representam uma dualidade, de maneira alternada, ao longo da narrativa. As expectativas vividas pelas duas com a perda, o amor e a esperança, nos aponta para um excelente panorama da vida das mulheres de sua época. As irmãs vivem em uma sociedade rígida, e ambas tentam sobreviver a esse mundo cheio de regras e injustiças. Tanto a sensível e sensata Elinor como a romântica e impetuosa Marianne se veem fadadas a aceitar um destino infeliz por não possuírem fortuna nem influências, obrigadas a viver em um mundo dominado por dinheiro e interesse. As duas personagens passam por um processo intenso de aprendizagem, mesclando a razão com os sentimentos na busca por um final feliz.
O que eu achei:
Razão e sensibilidade é um ótimo romance - no filme - rs. Verdade seja dita, eu custei a ler esse livro. É monótono, sem uma história de amor central (o que deixa o livro maçante para quem procura uma história de amor romântico), sem emoção, sem clímax, extremamente descritivo (como tudo da Austen) e com um montão de personagens sobrando na trama... Toda hora que eu pegava no livro, me dava o maior sono, posso dizer tirei as melhores sonecas da vida lendo Razão e sensibilidade. Esse romance conta a história de uma família, formada pela mãe viúva e suas três filhas: Elinor, Marianne e Margaret (esta última não tem qualquer destaque ou muita importância na história). Após terem de deixar a casa onde sempre viveram, passam a viver em um lugar distante, onde tentam reconstruir suas vidas. A princípio, achei que eu fosse gostar e me identificar mais com a Elinor e desgostar da Marianne. No entanto, ao fim do livro, não gostei grandemente de nenhuma das duas. As protagonistas eram muito extremistas: Marianne era excessivamente emocional e melodramática, enquanto Elinor era excessivamente prudente e fechada. Mas ninguém é 100% razão ou emoção... Somos um pouco dos dois, depende da situação, e as irmãs encontram um equilíbrio lá pelo final. Enfim, embora diferentes entre si, as irmãs Dashwood eram muito leais às suas convicções e o romance buscava também mostrar as injustiças sociais da época e as dificuldades enfrentadas pelas mulheres sem posses. Só não vá ler com sono, ok?
Se eu pudesse conhecer o coração dele, tudo ficaria mais fácil.
Veja também:
O filme Razão e sensibilidade de 1995, com um elenco principal extraordinário formado por Emma Thompson, Kate Winslet, Alan Rickman e Hugh Grant, dando vida a Elinor, Marianne, Brandon e Edward, respectivamente. O filme é maravilhoso e é um dos que mais gosto... Sempre me sensibilizo com a adaptação. Pura nostalgia. Tenho até o dvd que ganhei de presente do meu amor... S2



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