★★
O campeão de Lady Isobel
Não sei como explicar, mas o sorriso dele me atinge a alma.
Sinopse:
Isobel sabia que a viagem a Troyes seria uma jornada que mudaria a sua vida para sempre. Por nove anos ela esperou que Lucien, o conde d'Averyon a desposasse. Até que chegou a hora de realizar o enlace. A única dúvida de Isobel era: o que poderia tê-lo mantido longe por tanto tempo? Ela sabia que o casamento era um acordo entre as famílias, porém, nunca negou o fato que de se sentia atraída pelo noivo. Lucien Vernon, o conde de d'Averyon, se sentia em débito com o falecido pai, por isso decidiu que era hora de cumprir a promessa feita para ele e se unir à Isobel. O que não esperava era a atração que o dominou ao conhecê-la. Lucien queria uma esposa dócil e obediente, mas a impetuosidade de Isobel acaba sendo um atrativo inesperado. Mas, para conquistá-la, Lucien terá que revelar a verdade que o fez ficar longe por nove anos.
O que eu achei:
Após (finalmente) terminar de ler os romances medievais dessa autora, fiquei com a sensação de que apesar de ter uma boa história nas mãos, ela conseguiu deixar as histórias chatas, sei lá, apelou muito para as repetições na tentativa de deixar o texto mais substancial. Sério, foi muito cansativo de ler... E olha que eu comecei a leitura super empolgada com o enredo. No fim das contas, história enrolada, sem objetividade, sem graça e fraquinha. O campeão de Lady Isobel tinha tudo para ser o meu favorito, tanto que deixei pra ler por último, mas acabou sendo o de que menos gostei. É maçante em boa parte e os protagonistas repetiam tanto as mesmas ideias e até mesmo as falas (nem sempre com as mesmas palavras) que isso tornou tudo absurdamente chato. E tinha sempre uma coisa ou outra que não se encaixava no contexto da Idade Média. A mocinha era, além de chata e metida a rebelde, absurdamente arrogante para a época (pelo menos eu achei), isso deixou a trama pouco crível pra mim. A história se passa em 1173! Não sou uma expert no assunto, mas acredito que as mulheres não desafiavam seus maridos, não iam à procura de bandidos, não desafiavam as madres católicas nos conventos e não se recusavam a gerar herdeiros (muito pelo contrário, a infertilidade era vista como uma desgraça). Eu adoro mocinhas que desafiam as convenções e tal, mas a Isobel parecia ser uma heroína sem causa, uma personagem que não convencia e o romance também foi morno. Dos três livros, gostei mais de Cartas para uma falsa dama.
Beijinhos e au revoir.
– Os sentimentos que o trovador cantou são transitórios, não duram. Não se constroem impérios baseados em nada passageiro. – afirmou Lucien.
– Mas você não acredita no amor? – perguntou Isobel.
– O amor não é um sentimento, mas uma decisão.

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