Os segredos dos olhos de Lady Clare

As tranças ruivas de Clare reluzindo ao sol de inverno permeavam cada pensamento de Sir. Arthur enquanto atravessavam os portões da cidade. E não era apenas o cabelo, mas também os olhos incomuns, impossíveis de esquecer. Era como se os campos e vinhedos de Champagne estivessem encobertos por uma névoa e apenas um par de olhos ímpares ficasse em foco... Um verde, outro azul acinzentado. Ímpares.

Sinopse:

Condado de Champanhe, 1174. Enquanto investiga a causa do aumento de bandidos em Troyes, Sir. Arthur Ferrer encontra a misteriosa Clare, uma moça que possui um olho de cada cor, fato que o leva a crer que ela seja uma possível filha ilegítima do conde de Fontaine, da Bretanha. Ele então percebe que ela pode ser a chave para a sua própria salvação. Como sempre carregou a desonra de ser um filho ilegítimo, ele ver em Clare a esposa perfeita pela sua condição de nascimento. No entanto, alguns segredos podem mudar todo o curso dos seus planos. A honra exige que Arthur a leve até o pai para que possa ser reconhecida, mas seu desejo é que ela permaneça junto a ele. Será possível conciliar honra e desejo? A autora Carol Townend mais uma vez convida as leitoras para uma viagem inesquecível de volta a condados, cortes e reinos e às incríveis histórias de amor entre nobres da (nem tão) alta sociedade da época.


O que eu achei:

Embora não se trate de uma sensacional história de amor, o romance tem lá os seus encantos... No entanto, acho que essa autora tem o talento de criar mocinhas exageradamente dramáticas. E os heróis também não ficam para trás, rs. Como já tinha comentado antes, em Cartas para uma falsa dama, o enredo desses livros parece fazer parte de uma novela mexicana ambientada na Idade Média. Além da época ser chata, cheia de regras absurdas e violência desmedida, os protagonistas são um pouquinho chatinhos e cansativos, mas também nos proporcionam cenas românticas e interessantes no curso da história (e são bonitinhos, claro). Mesmo não sendo um romance extenso, demorei vários dias para terminar a leitura, sempre adiando... é que achei meio maçante em alguns momentos, a repetição de ideias e trechos e o excesso de drama são elementos que me incomodaram desde a leitura anterior. Concluindo, se você está procurando uma história estilo Maria la del barrio com um fashion style medieval, um casal fofinho com seus dramas e enrolações, esse é o livro ideal para você. ;)

Au revoir.

Com os olhos lacrimejantes, Clare pegou o pergaminho de volta, piscando para focar os olhos nas letras escritas em tinta marrom. Mas ela desconhecia as letras. Será que Arthur tinha escrito a carta de próprio punho ou pagara para um escriba?
– Essas letras no final da carta compõem o nome dele? – Ela perguntou ansiosamente.
Francesca sorriu e apontou para a última linha.
– Sim, esta letra maior é “A”, a primeira letra do nome dele, e o restante “Arthur Ferrer”.
– Cuidado, Francesca, seu dedo está sujo e vai manchar o papel. – Clare segurava a carta com carinho.
– Sei que você o ama.
– Amor – murmurou. – É esse o nome desta sensação dolorida de solidão, embora eu não esteja sozinha? Sinto um vazio enorme no coração. Será por isso que não durmo desde que ele partiu?
Francesca segurou a mão de Clare e a acariciou.
– Isso é amor, Clare. Se quiser ficar com ele, terá de lutar.

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