★★★
Doce triunfo
Um homem sempre é sensível demais em relação ao seu orgulho quando sabe, no fundo do coração, que tem muito pouco do que se orgulhar. Dizer a uma mulher onde é o seu “lugar” é uma forma que os homens encontraram de tentar fazer com que ela se contente com menos do que tem o direito de esperar.
Sinopse:
Numa sexta-feira, eles se conhecem. Antes do domingo, suas vidas estariam irremediavelmente transformadas. Cansado da ferocidade do mundo dos altos negócios, Ramon Galverra diverte-se ao ser tomado por um motorista de caminhão pela independente e sofisticada Katie Connelly. Escondendo-lhe a condição de empresário, ele faz com que a garota se apaixone perdidamente, testando a sinceridade de seus sentimentos e sua capacidade de superar preconceitos. Um jogo de mão dupla, pois quanto mais a envolve, mais apaixonado e vulnerável ele se torna. Sempre sustentando a farsa, ele convence Katie a acompanhá-lo a uma pequena fazenda em Porto Rico, onde a pede em casamento. Mas ela também guarda um segredo, e é da superação de seu passado doloroso que depende sua felicidade ao lado de Ramon.
O que eu achei:
Quando estava lendo esse livro, tive de me lembrar diversas vezes que, embora fosse um romance contemporâneo, o livro foi escrito e publicado no final da década de 70 e início da década de 80, respectivamente. Logo, não se admire em encontrar um protagonista um tanto machista, que não queria ter uma mulher que trabalhasse ou bancasse algumas contas em casa; entre outras coisas que dizem respeito à época... Resumidamente, o livro conta a história de um casal que se apaixona em pouquíssimo tempo: Ramon é um orgulhoso e falido empresário que se deixa passar por um simples motorista de caminhão. Katie é uma jovem rica e um pouco mimada que desenvolveu aversão à palavra casamento depois de ter sido vítima de um ex-marido violento. Tomados por uma súbita paixão, eles embarcam num relacionamento recheado de desconfianças e mal-entendidos de ambos os lados. Ele queria testar o amor dela escondendo que não era um pobretão. Ela não queria que ele soubesse que o motivo de não conseguir dizer que o amava era porque havia sido maltratada no casamento anterior. Enfim, era bem cansativo de acompanhar esse drama de segredinhos entre os dois, quando bastava uma simples conversa para resolver. Mas apesar de já ter lido romances melhores da autora, até que esse não é de todo ruim, hehe. Em alguns momentos, o drama fica chatinho e as cenas calientes nem agradam muito, mas tem seus encantos. Aquele charme oitentista.

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