Noites de tormenta

Espero que você esteja correndo na direção de algo, não para longe de algo.

Sinopse:

Há três anos, Adrienne Willis perdeu as esperanças no amor quando o marido a trocou por uma mulher mais jovem. Tendo que cuidar sozinha dos três filhos adolescentes e do pai doente, ela acha que nunca será capaz de recuperar a autoestima e a vontade de viver. Por isso, quando sua amiga Jean precisa fazer uma pequena viagem e lhe pede que tome conta de sua pousada, ela vê uma oportunidade para mudar de rotina. A previsão de tempestade iminente, no entanto, faz com que os próximos dias não pareçam muito promissores. Pelo menos até a chegada de Paul Flanner, o único hóspede com reserva para o fim de semana prolongado. Aos 54 anos, Paul é um cirurgião bem-sucedido que enfrenta fantasmas parecidos com os de Adrienne. Nos últimos seis meses, a esposa pediu o divórcio e ele rompeu relações com o filho. Ao ver sua vida perder o rumo, Paul decidiu vender a clínica e a casa e ir à pequena cidade de Rodanthe para encerrar um doloroso capítulo de seu passado. Logo, Paul e Adrienne começam a descobrir suas afinidades e a se aproximar cada vez mais. Ao longo do fim de semana, a tempestade que toma conta de Rodanthe finalmente chega ao fim, mas o que nasce entre eles ressoará pelo resto de suas vidas, entrelaçando passado e futuro e dando um novo significado às palavras amor e perda.


O que eu achei:

Outro livro deprimente... Estou começando a achar que o autor tem algo contra o velho e bom final feliz. Na tentativa de ajudar a filha viúva a superar a depressão pela morte do marido, Adrienne resolve revelar um episódio da sua vida que nunca contou para ninguém: anos atrás, depois do divórcio difícil, ela se apaixonou por outro homem e também o perdeu. Sinceramente, achei que o livro começou melancólico e deprimente demais para o meu gosto. Também achei a história um tanto forçada, como se o autor quisesse transformá-la num drama mais tocante e comovente do que de fato era (o que não é nenhuma novidade). Além disso, não gostei do final. Como eu suspeitava, o protagonista morre (o que também não é novidade) e a Adrienne termina a história já idosa e sozinha, somente com as suas memórias como companhia – bem deprê – nenhuma novidade. Eu sei que as pessoas lidam de formas diferentes com os problemas da vida. Mas não gostei da falta de determinação e amor próprio da Adrienne. Desde o começo, a felicidade dela estava condicionada ao Jack. Mesmo num casamento frio, ela permanecia feliz por ainda está casada. Quando ele pede o divórcio e sai de casa, seu mundo desmorona e ela passa três anos deprimida. Daí, de uma hora para outra, quando se apaixona pelo Paul, sua felicidade passa a girar em torno dele. Quando ele morre, ela sofre em silêncio e resolve passar o resto da vida sozinha... (aff) Quanto ao Paul, até agora não entendi muito bem porque ele não voltou depois de um ano, como era o combinado. Também não entendi o amor dos dois e achei tudo bem entediante, pra falar a verdade... essa história me dá preguiça, se virar filme, não vou assistir.

Jovens ou velhas, homens ou mulheres, todas queriam as mesmas coisas: paz, uma vida tranquila, felicidade. A diferença era que as pessoas mais jovens pareciam pensar que essas coisas estavam no futuro, enquanto as velhas acreditavam que estavam no passado.

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