Um sedutor sem coração

– Milady, conheço muitos fatos conhecidos sobre o coração humano, e um deles é que é muito mais fácil fazer um coração humano parar de bater em definitivo do que evitar amar a pessoa errada. 

Sinopse:

Os Ravenels, Livro1

Devon Ravenel, o libertino  mais charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas. A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon. Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar. Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu?


O que eu achei:

Estava ansiosa para começar a ler Os Ravenels. Após a leitura das séries As quatro estações do amor e Os Hathaways, fiquei super entusiasmada por mais romances dessa autora talentosa. E ela não decepciona. O romance entre Devon e Kathleen é gostoso de ler e muito bem humorado, além de ter aquele conhecido toque de ousadia da escritora, enfim, uma leitura afrodisíaca, temperada, alto-astral, fluída e que a gente devora em um único dia. A história é clássica e conhecida: o mocinho é um libertino convicto até conhecer a mocinha, se apaixonar e esquecer que um dia abominava a palavra casamento. É clichê, eu sei, mas quem resiste a um bom romance, mesmo que clichê?! É claro que a autora se certificou de acrescentar momentos emocionantes e divertidos ao longo da trama, fazendo com que o livro tivesse seu toque pessoal, além de já nos deixar apaixonadas pelo próximo casal. Sim, achei a Kat chatinha numas partes por causa da sua intromissão no romance de Helen e Winterborne (protagonistas do próximo livro), mas tirando isso, ela é uma ótima protagonista. Pena que o título é péssimo, kk. Um homem machucado que se joga mais de uma vez nas águas geladas de um rio fundo para resgatar estranhos, que logo nos primeiros capítulos abre mão de sua liberdade para cuidar e sustentar as irmãs e a viúva de um parente que ele nem gostava e que se endivida até o pescoço para dar um lar confortável a essas mesmas moças não pode ser chamado de sedutor sem coração, não acham? 

– Tempo é o que eu estou lhe dando – disse ele, encarando-a. A mão de Devon se curvou sob o queixo dela, obrigando-a a encontrar o olhar dele. – Só há um modo de eu provar que a amarei e serei fiel a você polo resto da vida: amando e sendo fiel a você pelo resto da vida. Mesmo se você não me quiser. Mesmo se escolher não ficar comigo. Estou lhe dando todo o tempo que me resta. Eu lhe juro que deste momento em diante jamais tocarei em outra mulher, ou darei meu coração a alguém que não seja você. Se eu tiver que esperar sessenta anos, nem um minuto será desperdiçado, porque terei passado todo esse período amando você.


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