O presente inesperado

Sinopse:

Spin-off 1.5 - Spindle Cove

Violet Winterbottom é uma jovem tímida, que fala seis idiomas, mas raramente levanta a voz. Sofreu uma dura decepção amorosa em silêncio total e ainda não existem cavalheiros batendo em sua porta. Não até a noite do baile de Natal de Spindle Cove, quando um estranho misterioso irrompe no salão de festas e desaba aos seus pés. Os trajes grosseiros, molhados e cobertos de sangue, a “boa” aparência do sujeito – que beirava à indecência –, e a língua estrangeira que ele falava deixariam qualquer jovem cheia de cautela. Qualquer uma, menos Violet, a única que soube desde o primeiro instante que ele não era o que aparentava, e que tem apenas uma noite para extrair os segredos daquele homem perigosamente atraente. Seria ele um contrabandista? Um fugitivo? Espião das forças inimigas? Violet precisa das respostas até o nascer do sol, mas seu prisioneiro prefere tentar conquistá-la a se confessar. Para descobrir o que ele esconde, a jovem precisará revelar seus próprios temores e se abrir para uma aventura e quem sabe, um impensável amor. A heroína está armada, o herói pragueja em múltiplos idiomas e, juntos, aquecem uma fria noite de inverno.


O que eu achei:

Uma história levinha e charmosa. No comecinho eu não curti tanto, não sou muito fã de histórias de paixão relâmpago, como parecia ser o caso de O presente inesperado. Mas à medida que a história foi avançando e percebi que os protagonistas partilhavam um passado romântico, passei a gostar bastante do enredo. Christian, nosso forasteiro misterioso, agora espião a serviço da Coroa, foi o homem que destroçou o coração de Violet um ano atrás, quando após uma noite de amor, partiu sem nem ao menos lhe prometer casamento. Triste e com medo de uma possível gravidez, nossa mocinha se refugiou em Spindle Cove. Mas um ano depois, ele está de volta à Inglaterra, mais especificamente em Spindle Cove, para reaver o amor da única mulher que amou. Nossos mocinhos, então, resolvem se dar uma chance de recomeçar, mas antes ela precisa ajudá-lo numa fuga, antes que ele seja acusado de traição. Uma das coisas que eu mais gosto na escrita da Tessa é a sua objetividade. Mesmo em livros mais extensos – o que não é o caso – ela não se detém em detalhes irrelevantes para a trama. Acho que foi inteligente da autora ter dado um passado aos protagonistas. Se tem uma coisa que não cola muito, são histórias de mocinhos que se apaixonam perdidamente numa única noite, num único olhar. E tanto a sinopse quanto o início do livro sugeriam isso. Ainda bem que o livro não ficou nesse pé. Por ser curtinho, é o tipo de livro perfeito para se ler numa viagem ou no Natal, a gente devora em poucas horas.

– Quero pagar minha dívida, e vou pagar. Se puder me esperar... Consegue fazer isso por mim? – Este coração pode fazer mais do que esperar. Este coração pode amar você com tanta força, com tanta vontade, que você vai senti-lo do outro lado do Canal, na Bretanha. Ou em Bali.

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