Uma duquesa qualquer

– Mesmo em meio a todos esses volumes velhos e mofados da biblioteca... Eu acho que você é o livro mais difícil de ler desta sala.

Sinopse:

4º volume - Spindle Cove

Uma duquesa em busca de sua sucessora. Um jovem duque relutante em se casar. Uma criada que adora desafios. O que fazer com um duque relutante em se casar? A Duquesa de Halford – e mãe de Griffin, o duque libertino, irresponsável, que deseja apenas os prazeres da vida – tem o plano perfeito. Na verdade, ela conhece o lugar perfeito... Spindle Cove. No paraíso das jovens solteiras, a duquesa insiste para que o filho escolha uma dama. Qualquer uma. E ela a transformará na melhor duquesa de Londres. Griff, então, decide achar alguém que acabará com os planos e com a ideia maluca de forçá-lo a se casar... Ele escolhe a atendente da taverna Touro & Flor, Pauline Simms – que nunca sonhou com duques ou com casamento, mas sim com o dinheiro que possibilitaria uma mudança completa em sua vida e na vida da pobre irmã, Daniela. O duque e a Srta. Simms estabelecem um acordo: a mãe de Griff tem uma semana para transformar a criada em uma duquesa perfeita, então Pauline deverá ser um desastre durante sete dias e, se tudo der certo (ou melhor, se tudo der completamente errado), receberá mil libras e poderá realizar o sonho de construir a própria biblioteca em Spindle Cove. Em pouco tempo, porém, o duque é surpreendido ao conhecer Pauline e descobrir que a moça é muito mais do que uma simples atendente, e a atração entre os dois é inevitável. Mas em um mundo em que as classes sociais são o que realmente importa, vence a ambição ou o coração?


O que eu achei:

Antes de ler o livro, eu estava preparada tanto para uma deliciosa surpresa quanto para uma decepção. A verdade é que a série não vem me agradando tanto quanto eu esperava e Uma duquesa qualquer deixou muito a desejar... Para início de conversa, esse livro tem o mesmo problema que A dama da meia-noite: até começou bacana e divertido, mas foi descendo ladeira abaixo, ficando absurdo e forçado em muitas cenas. E a capa é a mais cafona de todas, kk. Bem desnecessário todo aquele suspense e dramalhão criado pela autora para explicar o motivo do Griff não poder se casar: a filhinha que ele teve com a amante morreu poucos dias depois de nascer e ele tinha medo de se casar e ter um filho que novamente não sobrevivesse. Sério? Era isso? Dada a personalidade do Griff em Uma semana para se perder, eu esperava algo mais doido naquele quarto secreto que ele mantinha, tipo uma sala de jogos estilo Cinquenta tons de cinza, rs. Mas era apenas um quarto de bebê... A verdade é que todos os livros da série estão nesse lenga-lenga. Aparentemente, todos os protagonistas de Spindle Cove sofrem de um trauma chato que os impedem de casar e chega uma hora em que a autora fica sem criatividade mesmo. As divagações internas dos personagens eram contraditórias e cansativas e as cenas sensuais, a meu ver, estavam muito apelativas e forçadas para um envolvimento tão súbito e recente entre eles. E pegando emprestada a fala da Pauline, não senti palpitações lendo nenhuma delas. Até a cena do pedido de casamento foi patética. Nada a ver aquela história do duque abrir mão de sua fortuna para se casar com ela. O que o dinheiro dele tinha a ver? Mal explicado e pouco plausível. Enfim, sei que tem muitas leitoras que adoram esse volume, mas pra mim a história não fluiu, o casal não me ganhou e esse foi o que menos curti da série.

Os dois eram como noite e dia. Mas mesmo a noite e o dia se encontram em algum momento.

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