Uma paixão e nada mais

– Esteve sempre me esperando? E eu sempre estive esperando para conhecê-la?
– Durante toda a minha vida e durante toda a sua vida.

Sinopse:

Livro 4, Clube dos sobreviventes

Ao voltar para casa depois das Guerras Napoleônicas, Flavian, o visconde de Ponsonby, ficou arrasado ao ser abandonado pela noiva. Agora a mulher que partiu seu coração está de volta, e todos estão ansiosos para que eles reatem o noivado. Exceto Flavian, que, em pânico, corre para os braços de uma jovem sensível e encantadora. Apesar de ter sido casada por quase cinco anos, a viúva Agnes Keeping nunca se apaixonou, nem quer se apaixonar. Aos 26 anos, ela prefere manter o controle de suas emoções e de sua vida. Porém, ao conhecer o carismático Flavian, fica tão arrebatada que acaba aceitando seu impetuoso pedido de casamento. Quando descobre que Flavian pediu sua mão apenas para se vingar da antiga paixão, Agnes decide fugir. Mas Flavian não tem a menor intenção de deixar a esposa partir, principalmente após descobrir que, para sua própria surpresa, está completamente apaixonado por ela.


O que eu achei:

Antes de iniciar a leitura, estava na maior expectativa. O livro estava com aquela cara de que seria incrível... Spoiler: não foi tudo isso. Apesar de ser um romance 'ok' e agradável, o casal de protagonistas é sem graça. O primeiro beijo foi pouco empolgante, a primeira noite de amor um tédio total, e a maioria dos momentos entre os dois segue assim (dando sono na gente). Resumindo: um típico casal chuchu, mas como eu amo chuchu, até que não foi de todo mau. Porque, é claro, a história também tem seus momentos fofinhos e seu charme e um ponto muito positivo do livro foi a sua sutileza e sensibilidade, algo meigo no ar. E o ponto negativo, além dos protagonistas não terem aquele "tcham" (o que inevitavelmente deixou a trama um pouquinho insípida), foi o enredo aguadinho de forma geral. Sério, nada impactante ou mais substancial acontecia na trama. O volume anterior – Uma loucura e nada mais –, também ficou na mesma sintonia desse: enredo pouco dinâmico, sem grandes emoções e sem uma grande história de amor, e já sinto dizer que a sinopse do próximo livro – Uma promessa e nada mais –, não me trouxe grandes esperanças: murcho demais para o meu gosto, pelo menos para uma primeira impressão. Enfim, não sei se a autora está dando uma amadurecida no seu estilo de escrita ou se essa é a proposta da série, mas a verdade é que ao fim da leitura, os livros (pelo menos esses dois últimos volumes) não deixam grandes marcas, grandes impressões.

E porque os sonhos deveriam ser impossíveis apenas por serem sonhos? Não era verdade que às vezes eles se realizavam?

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