Amor sem medidas

– Só queria dar alguma coisa para mostrar o que você significa para mim.
Riley contraiu os lábios e voltou a olhar o desenho.
– Um planeta?
Lexie fez que não com a cabeça.
– Não, seu bobo. – Lexie ficou mais séria. – O mundo. O mundo inteirinho.
Riley mal conseguia respirar. Finalmente ele tinha compreendido o que ela estava querendo dizer: “Você é o mundo inteirinho para mim.”

Sinopse: 

Livro 3 - Desejo proibido

Riley Moore é um ex-presidiário que trabalha duro para se manter de forma honesta em Nova York. Um telefonema da mãe, no entanto, acaba tirando o rapaz dos eixos: o pai está internado em estado crítico, depois de sofrer o segundo ataque cardíaco em menos de dois anos. Para estar ao lado da mãe nesse momento tão difícil e tentar resolver seus conflitos com o pai antes que seja tarde demais, Riley deixa tudo para trás e retorna a Michigan, sua terra natal, pela primeira vez em cinco anos. Mas lá não estão apenas os pais de Riley e as memórias de sua família: Lexie Pierce ainda vive na cidade. Grande amor da vida de Riley, ela também foi a responsável por deixar seu coração em pedaços. Como se a alma de um atraísse a do outro, o encontro entre os dois é inevitável. As lembranças de um amor poderoso fazem Riley querer Lexie de volta aos seus braços. Entretanto, a garota esconde um grande segredo, capaz de colocar à prova a confiança e os sentimentos do rapaz. Será que eles conseguirão superar a dor e o sofrimento de sua história para enfim viverem felizes para sempre?


O que eu achei:

"A medida do amor é amar sem medida."
(Sto. Agostinho)

Lindo, lindo, lindo. Um livro que vai te seduzindo aos pouquinhos e quando você vê, já anoiteceu e você nem se deu conta de que o dia passou, aquele tipo de romance gostoso que é impossível de largar. 

Tinha sido muito fácil se apaixonar por Riley, anos antes. Tudo tão simples, sem qualquer esforço. Foi quase como entrar debaixo de lençóis limpos, usando um pijama recém-tirado da gaveta: uma sensação de acolhimento, de calma, de segurança. Era como entrar em um lugar de onde não se quer mais sair. Quando Lexie já tinha idade suficiente para perceber o que significavam seus sentimentos por ele, nem pensou duas vezes se o amaria para sempre. Ele era tudo que ela queria e, ao vê-lo ali, agora, se deu conta de que nada tinha mudado. Continuava querendo Riley. Ela o desejava desesperadamente. Passar um tempo com ele trouxe a Lexie uma sensação mais forte do que qualquer outra nos últimos cinco anos. Era uma combinação de desejo, de saudade e de um amor que ela havia tentado loucamente deixar para trás.

Amei o fato da autora ter conservado aquela coisa de “caso de amor antigo” (sempre tão bem trabalhado ao longo dos livros da série), ou seja, nada de instalove entre os protagonistas, mas sim um amor que já existia e que permaneceu guardado por muito tempo, só aumentando com a distância (amo histórias assim). Assim como nos anteriores, a narrativa separa um espacinho para os flashbacks, onde lemos sobre o passado do Riley e da Lexie, o modo fofo como foram se apaixonando na adolescência, e claro, as brigas e a separação por causa da imaturidade deles. Achei que esse mergulho no passado foi muito bacana e se conectou perfeitamente com a narrativa que acontecia no presente... foi lindo (e emocionante) acompanhar o amadurecimento dos protagonistas depois de todos aqueles anos separados. 

Acho que uma das maiores reflexões que a história traz é sobre o quanto a vida é curta e preciosa para ficar guardando mágoas de quem você ama... É bem verdade que inicialmente achei a Lexie um pouco egoísta e complicada (afinal, foi ela quem melou com a relação deles). E impedir o Riley de conhecer o próprio filho foi tão mesquinho que tive dificuldade para enxergá-la com bons olhos depois disso, mas amar é enxergar os defeitos de alguém e continuar amando mesmo assim e dar novas oportunidades a essa pessoa... e entender a mensagem que a autora queria passar fez toda a diferença. Amor sem medidas é mais que apenas uma história de amor com algumas cenas hot entre o casal principal, é uma história que foca também no perdão, que mostra como o amor verdadeiro permanece inabalável independente do tempo, que fala sobre recomeços, sobre família... e falando em família, amei os Moore. Amei o Noah também, gente, que criança mais fofa! Não é à toa que o livro tenha ganhado um ar mais doce... E bem, se eu já gostava do Riley antes, ver ele de super paizão me fez gostar ainda mais do personagem. Acho lindo homens paternais, pacientes e gentis com crianças. Me emocionei um bocado lendo os capítulos finais, chorei um bocado também e fiquei sorrindo de orelha a orelha com o epílogo. Au revoir.

– Será que poderia voltar a me amar?
Aquela pergunta o deixou inteiramente sem fôlego.
– Lexie – disse Riley –, nunca deixei de amar você. – Ele segurou o rosto dela, sussurrando, com os lábios colados aos seus. – Não posso esquecer o que sinto por você, da mesma forma que não posso decidir parar de respirar. E olhe que eu tentei. Acredite. Por anos e anos. Mas não dá.
Lexie se entregou aos seus braços. Riley já podia ver as palavras nos olhos dela e, de repente, se viu desesperado para ouvi-las.
– Diga – sussurrou. – Diga.
A voz dela soou quente e rouca em seu ouvido:
– Amo você. Você é o mundo inteirinho para mim.

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