Um amor inesperado

Amélia lia em voz alta uma das cartas de John Keats. O jovem poeta conseguia atingir seu coração com as belas palavras que escrevera. “... antes fôssemos como as borboletas e vivêssemos três dias de verão – três dias que eu preencheria assim com você, que cinquenta anos normais jamais poderiam conter.”

Sinopse:

[2º volume da Série Amores] Na antiga Inglaterra, Amélia embarca em um plano mirabolante com o único objetivo de se livrar do seu terrível tutor: casar-se com um total desconhecido e, ainda por cima, prisioneiro da coroa britânica à espera da execução. O plano parece dar certo. Ela se considera viúva e já não sente mais a presença obscura de seu guardião. Mas o mundo de Amélia vira de ponta-cabeça quando lorde Cunnington, o herdeiro até então ignorado do Conde de Hartford, assume as propriedades e é recebido como herói na sociedade local. Tudo estaria bem, não fosse o fato de ele ser o prisioneiro com quem ela havia se casado no submundo daquela fétida prisão. Amélia, agora, precisa enfrentar a vingança do homem cujo nome ela comprou e os novos sentimentos que a simples presença daqueles olhos negros desperta nela.


O que eu achei:

De coração quentinho, água com açúcar de qualidade. Estou amando conhecer os livros da Silvia Spadoni.  Acho que ela tem muito talento para escrever histórias de amor envolventes e meigas, embora sejam um tanto melodramáticas às vezes, hehe, mas ainda assim muito gostosinhas de acompanhar. É super fácil (e divertido) mergulhar nos seus romances, se você gostar de romance açucarado, é claro... Nesse caso, você amará. Embora clichê, a trama tem um quê de originalidade bacana, e assim como no volume anterior, a leitura se mantém agradável, fluída. Fico simplesmente encantada quando descubro uma nova autora do gênero. Ela me lembra um pouco o jeitinho da Julia Quinn. Mas falando do livro em si, James e Amélia formam um par bem fofo: ela precisava de um marido urgentemente e, com a ajuda dos seus criados, acabou subornando um carcereiro para obrigar um condenado à morte a se casar com ela. Assim ela poderia se casar e ficar viúva instantaneamente, rs. Criativa, hein? O fato é que o prisioneiro em questão era um espião a serviço da coroa que, para manter seu disfarce, se viu obrigado a casar com a mocinha. Depois do casamento na prisão, ela, agora livre do seu terrível tutor, foi viver sua vida pensando estar viúva. Mas seu marido retorna à Inglaterra bem vivo e doido para dar uma lição na sua "esposa"... E a trama passa a girar em torno da tentativa de vingança do herói. Mas, naturalmente, ele se apaixona por ela, e vice e versa. Amoooo histórias assim. Só achei que o epílogo foi um tanto chatinho, e até desnecessário e meio que acabou tirando o brilho do final... Mas fora isso, Um amor inesperado é levinho e bem romântico. Ouvindo hoje: Até o fim do mundo - Gurus.

Segurando seu rosto com ambas as mãos, olhou-a fundo nos olhos: – Meu prêmio. Você é meu prêmio!

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