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Uma carta de amor
Sinopse:
Uma garrafa jogada no oceano pode passar centenas de anos viajando no movimento das ondas sem nunca parar em terra firme. Porém, certa vez, o destino quis que uma em especial chegasse à costa algumas semanas depois de ter sido lançada ao mar. Há três anos, a colunista Theresa Osborne se divorciou do marido após ter sido traída por ele. Desde então, não acredita no amor e não se envolveu seriamente com ninguém. Convencida pela chefe de que precisa de um tempo para si, resolve passar férias em Cape Cod. Durante a semana de folga, depois de terminar sua corrida matinal na praia, Theresa encontra uma garrafa arrolhada com uma folha de papel enrolada dentro. Ao abri-la, descobre uma mensagem que começa assim: “Minha adorada Catherine, sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos.” Comovida pelo texto apaixonado, Theresa decide encontrar seu misterioso autor, que assina apenas “Garrett”. Após uma incansável busca, durante a qual descobre novas cartas que mexem cada vez mais com seus sentimentos, Theresa vai procurá-lo em uma cidade litorânea da Carolina do Norte. Quando o conhece, ela descobre que há três anos Garrett chora por seu amor perdido, mas também percebe que ele pode estar pronto para se entregar a uma nova história. E, para sua própria surpresa, ela também. Unidos pelo acaso, Theresa e Garrett estão prestes a viver uma história comovente que reflete nossa profunda esperança de encontrar alguém e sermos felizes para sempre.
O que eu achei:
Então cante comigo: ''coloquei uma carta numa velha garrafa, mais uma carta de solidão, coloquei uma carta, um pedido da alma, salvem meu coração'' (LS Jack é pura nostalgia). Deixando canções fofinhas de lado, uma dúvida: qual é o problema do Nicholas Sparks, afinal? É melhor que vocês saibam logo que o protagonista morre no final. O desfecho é horrível e muito injusto, o Garrett praticamente se suicida indo velejar na tempestade... E o autor (mais uma vez) força a barra para causar comoção no leitor. Sério, que livro sem noção. Os protagonistas tinham tudo para ficarem juntos, só precisavam fazer as pazes e pronto. Sinceramente, eu não sei por que motivo ainda insisto nos livros desse autor, não me sinto feliz depois que termino a leitura de um romance assim. Onde já se viu matar o protagonista? Não havia nenhuma necessidade disso... Resumindo, a Theresa acha a carta do Garrett e a publica no jornal. Por causa da notoriedade da publicação, descobre que havia mais duas cartas, e seguindo as pistas vai atrás dele, querendo conhecer o homem sensível por trás daquelas palavras. Ela meio que manipula a situação um pouco e omite a história das cartas quando o conhece. Eles se envolvem e começam a namorar (mas é um envolvimento muito rápido e mal explicado, a meu ver), o que acaba não dando muito certo porque moram em diferentes regiões e levam estilos de vida distintos. O relacionamento começa a esfriar mais para o final do livro, ele finalmente descobre que ela guardava as cartas que ele enviou para a falecida esposa e eles terminam. Aí ele morre durante uma tempestade em alto mar e ela termina o livro sozinha e triste, lançando uma carta dentro de uma garrafa no oceano, como ele fazia. Que coisa mais deprimente. Vou ter que ler uma comédia maravilhosa para compensar esse baixo astral que estou sentindo, kk.
Qual o problema em contar histórias de casais que vencem as dificuldades e ficam juntinhos no fim das contas, né? Fiquei com tanta raiva do desfecho e das horas que dediquei à leitura desse livro que tive vontade de atirá-lo pela janela. E o pior é que já tinha começado a leitura tensa, com uma pulga atrás da orelha... Eu sei que a vida nem sempre é fácil e que há muita coisa desagradável no mundo para ainda se acreditar em amor verdadeiro, almas gêmeas e finais felizes perfeitinhos, mas eu sou e sempre serei do time das que acreditam nisso, e bem, também curto situações mais reais e dramáticas nos romances, desde que os mocinhos terminem felizes. Pra ser sincera, até hoje nunca considerei um livro desse autor excepcionalmente incrível (apesar de gostar de O milagre e Um porto seguro), tem um excesso de drama que me incomoda e essa mania de matar os protagonistas nos finais dos livros me aborrece. Pra finalizar, um pensamento da nossa querida Posy, da série A livraria dos corações solitários: "Eram todas essas coisas que atraíam Posy de volta (aos livros românticos), mas acima de tudo, era o final feliz. Eram o herói e a heroína caminhando para fora da página em direção ao sol poente de mãos dadas. A vida nem sempre trazia um final feliz, Posy sabia muito bem disso, mas um bom romance sempre terminava com um final feliz e, se não terminasse, ela sentia que havia sido enganada."

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