★★★
Cinquenta tons de cinza
Ele não é um herói. É um homem com sérios problemas emocionais, e está me arrastando para a escuridão. Será que não posso guiá-lo para a luz?
Sinopse:
Livro 1, trilogia 50 tons
Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja — mas em seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso — os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família —, Grey é um homem atormentado pelo passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
O que eu achei:
"E não deixo de perceber a ironia. Se ele tivesse aberto os braços, eu teria corrido para ele, não dele." A leitura me prendeu rapidamente. Estava mesmo no clima pra um romance mais ardente e intrigante, isso até começar a me sentir cansada e constrangida, kk. Sabem aquele livro que dá vergonha se alguém te pega lendo? Ok, é óbvio que eu sabia que encontraria muita cena de sexo num romance erótico. E gosto de vários romances calientes também, em geral são divertidos e gostosos de acompanhar, deixam a gente com aquele calorzinho, mas sei lá, aqui faltou leveza, bom humor e noção de ridículo, aquele contrato é de fazer a gente revirar os olhos ou dar gargalhadas. As cenas picantes de fato são muito descritivas e ousadas, mas começam a se tornar cansativas e sem graça em dado momento. E antes de mais nada, na qualidade de fã de Crepúsculo, já adianto que não tem nada a ver, por que as pessoas dizem que Ana e Christian são inspirados em Bella e Edward? Não entendo. Bem, nunca tinha lido um romance sensual com a pegada bdsm, que basicamente, é um estilo de sexo mais ousado, onde há prazer em dar ou receber uns tapinhas, ser amarrado/algemado ou pedir pra ser, encarar fantasias, brinquedos, esse tipo de coisa. Por isso, antes de ler a série, é bom tentar se despir de alguns julgamentos pra não se sentir muito chocada. Durante a leitura, precisei parar, fazer uma pesquisa sobre o assunto e acalmar os ânimos nas horas dos castigos e das cenas extremamente hot. É que quando o casal tem sentimento e química, adoro acompanhar as cenas quentes, e pra mim aqui faltou justamente a parte do sentimento, esse é um 'limite rígido' importantíssimo pra curtir o casal.
Também tive dificuldade para gostar do Christian. Muito homem das cavernas para o meu gosto, muito problemático, perturbado, contraditório... Mas ele vai melhorando conforme a história avança e vai se apaixonando pela Ana. Foi bacana vê-lo mudar aos pouquinhos, aceitando namorar sem ela nunca ter chegado a assinar o contrato, passando a dormir junto com direito a conchinha. Mas sinceramente, nunca na minha vida embarcaria numa relação assim, ele era amável, mas também assustador em alguns momentos. Não gostava do termo que ele usava para se referir ao ato sexual. Não soava nem um pouco atraente pra mim. Acho que a liberdade de amar de corpo e alma, de se entregar plenamente ao desejo e ter aquele momento arrebatador, consiste em sentir um prazer que vai além daquele desfrutado pelo corpo. Compartilhar a cama deve vir acompanhado de compartilhar o coração, de ter momentos de carinho e ternura (me chamem de brega e romântica, kk). E a Ana termina o relacionamento no finalzinho do livro porque quer muito mais que apenas prazer sexual. Super apoiei! De que adianta o cara ser bom de cama, lindo de morrer, podre de rico e não cuidar dos seus traumas, ser mandão e surtado? Acho que essa foi uma das mais fortes reflexões do livro: não se contentar com uma relação desigual.
– Ótimo. Vamos para a cama.
Faço uma cara espantada.
– Vai se conformar com o simples e velho sexo baunilha?
Ele inclina a cabeça.
– Baunilha não tem nada de simples e velho. É um sabor muito intrigante – diz ele baixinho.
– Desde quando?
– Desde sábado passado.
Enfim, quero ver no que vai dar essa história nos próximos livros... aqui os dois fizeram concessões: a Ana se dispôs a experimentar alguns dos jogos sensuais e ele se dispôs a namorar e a ter encontros normais com ela. Dava pra ver que ele estava se esforçando para a relação dar certo, apesar de todos os seus conflitos internos. Acho que a Ana sofreu mais por estar completamente apaixonada por ele e não saber se era correspondida. E também porque não curtia a parte dos castigos da submissa. Aff, essas partes eram ridículas mesmo. Mas que a Ana gostava de umas coisas mais exóticas, ah, ela gostava. A cena em que ela levou umas palmadas no popô me lembrou de Amy e Sheldon em The big bang theory, quando a Amy também vai ser castigada, entendedores entenderão, haha.
Temos que guiar um ao outro, Anastasia, e só você pode me dar as deixas. Você tem que ser honesta comigo, e temos que encontrar um jeito de fazer este acordo funcionar.

Postar um comentário
0 Comentários