★★★★★
Cinquenta tons de liberdade
– Eu amo você. Mais que... “a luz dos meus olhos, o espaço ou a liberdade”.
Sinopse:
Livro 3 - trilogia 50 tons
Quando Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um caso de amor que mudou a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim, repelida pelas estranhas exigências sexuais de Christian, Ana exige um comprometimento mais profundo. Determinado a não perdê-la, ele concorda. Agora, Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades. Mas ela sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey e ele precisa aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no passado. Quando parece que a força dessa união vai vencer qualquer obstáculo, o destino conspira para transformar os piores medos de Ana em realidade e o passado teima em acertar as contas de uma vez por todas.
O que eu achei:
Jamais pense que caí de amores por você. Não caí de amores. Eu me ergui de amores (Toni Morrison). É com essa citação linda que eu começo falando sobre Cinquenta tons de liberdade, o desfecho da badalada série 50 tons, que traz uma trama bem mais movimentada que os livros anteriores, com momentos de ação, suspense, romantismo e claro, sensualidade. Mas que também mostra como o amor tem o poder de erguer uma pessoa, de ajudá-la a se superar. Embora o livro comece no maior clima de romance, o enredo vai se tornando mais tenso, afinal o Jack consegue sair da prisão e dificulta bastante a felicidade dos recém-casados. Além das trocas de e-mails que amamos e das clássicas discussões sobre o controle excessivo do Christian, nossos mocinhos têm que se ajustar à vida de casados e ainda lidar com uma gravidez não planejada.
Ele sempre será o Cinquenta Tons... Meu Cinquenta Tons. Se quero mudá-lo? Não, não exatamente – apenas na medida em que quero vê-lo se sentir amado. Ergo o olhar timidamente, e aproveito um momento para admirar sua beleza cativante... Ele é meu. E não é só o encantamento do rosto e do corpo muito atraentes que me enfeitiçam. É o que há por trás dessa perfeição que me atrai, que me chama... Sua alma frágil, machucada.
O Christian desse último livro é muito diferente do Christian do primeiro livro. Embora ele tenha as suas nuances complicadas e seja lindo nos momentos de ternura e excentricidade, gostei de ver o quanto o personagem evoluiu sem perder sua identidade ao longo dos livros. Ele ainda é o cinquenta tons, isto é, ainda continua safadinho e controlador, mas agora é um homem que ama, confia e se permite ser amado. As cenas de sexo ficaram melhores porque, ao contrário do primeiro volume, a autora conseguiu transmitir todo o sentimento que havia entre os protagonistas nos momentos de intimidade.
– Você fez meu mundo virar de cabeça para baixo. – Ele fecha os olhos, e, quando os abre novamente, vejo que está tomado pela emoção. – Meu mundo era organizado, calmo e controlado. Aí você entrou na minha vida, com essa sua boca afiada, a sua inocência, a sua beleza e a sua coragem discreta... e todo o resto, tudo antes de você simplesmente ficou bobo, vazio, medíocre... nada. Eu me apaixonei – sussurra ele.
A história da mudança de vida foi o que me conquistou nessa série, e parafraseando Martin Luther King, acredito que os livros trazem um bom exemplo da confirmação de que o amor é suficiente para transformar inteiramente uma vida. Foi bacana ver a mudança acontecendo gradualmente. Ele passando a confiar nela, a se entregar. E a Ana, bem, ela é uma fofa, uma mulher corajosa e generosa, que amadureceu bastante no decorrer da história e que se tornou uma companheira e também uma adversária à altura diante daquela montanha russa de emoções instáveis que era o Christian.
– Sr. Grey, tão romântico.
– Para você, Sra. Grey... corações e flores. Sempre.
Vou guardar a história com muito carinho em meu coração, e os livros num cantinho especial da minha estante, não só porque foram o presente de dia dos namorados que ganhei do meu marido (hehe), mas também porque foram uma jornada deliciosa e porque me surpreendi positivamente com uma série bastante criticada. Confesso que estava com o pé atrás no início. Mas o fato é que os livros são mesmo legais. Quanto aos filmes, não curti. De qualquer forma, eu geralmente não gosto de adaptações de livros para o cinema. São pouco fiéis e não refletem a profundidade da história escrita. Embora eu tenha amado o desfecho com um final feliz digno de um conto de fadas, meu livro favorito da série ainda é o segundo volume. Foi nele que me vi conquistada pelo complexo Christian Grey. Mas esse também foi bom. Enfim, uma série super indicada para quem aprecia romance erótico e para quem é mais desprendido, sem preconceitos literários. ;) Au revoir estilo Anastasia, com direito a uma revirada de olhos e a uma musa interior tristinha pela despedida da série, rsrs.
– O que você quer, Anastasia?
– Quero você.
– Eu já sou seu. Sou seu desde o dia em que você pisou no meu escritório.

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