★★★
Meu querido meio-irmão
Meu corpo se encolheu quando ela me abraçou. Realmente tentei não sentir nada, mas em seus braços eu estava no epicentro de tudo. Seu coração batia contra o meu peito, e o meu imediatamente acompanhou o ritmo. Nossos corações estavam se comunicando de um jeito que nossos egos não nos permitiam dizer com palavras. A batida do coração era a forma mais pura de honestidade.
Sinopse:
Não é normal desejarmos alguém que nos atormenta. Quando meu meio-irmão, Elec, se mudou para nossa casa, eu não estava preparada para lidar com um cara tão idiota. Odiei o fato dele ter descontado sua raiva em mim porque não queria estar aqui. Odiei ele ter trazido garotas da escola para seu quarto. Mas o que mais odiei foi o modo indesejável que meu corpo reagia a ele. A princípio, pensei que tudo o que ele tinha a seu favor era o corpo musculoso e tatuado e o rosto perfeito. Mas as coisas começaram a mudar entre nós, e tudo teve um desfecho em uma noite inesquecível. No entanto, do mesmo modo que Elec entrou na minha vida, logo voltou para a Califórnia. Passaram-se anos desde a última vez que o vi. Quando a tragédia atingiu nossa família, tive que encará-lo novamente. E, minha nossa, o adolescente que me deixou louca se tornou o homem que destruiu o resto de sanidade que havia em mim. Senti que meu coração estava prestes a ser partido. De novo.
O que eu achei:
Antes de mais nada, que capa hot, hein? (rsrs) O livro que antecede Querido vizinho é bem viciante no comecinho. Inventei de começar a ler de noitinha e acabei madrugando pra poder terminar a leitura (realmente te deixa doida pra saber o que vai acontecer). De forma geral, é um romance muito bom, escrita gostosa, embora repetitivo em alguns trechos (principalmente quando a Greta começa a ler a autobiografia do Elec e temos que acompanhar praticamente toda a história deles de novo, sob a perspectiva do Elec) e com uma mocinha muito da molenga (aff)... Senti falta do 'despertar da guerreira interior' na Greta, que foi pamonha do começo ao fim da história, e não, ela não era aquela mocinha fofinha e cativante, pra pelo menos compensar a falta de tempero. Mas acho que fazia parte do estilo do casal de protagonistas: badboy incompreendido e mocinha boazinha lutando contra um amor proibido.
Por incrível que pareça, gostei mais da primeira parte da história (com eles adolescentes) do que da segunda, com eles já adultos, e eu achei que seria o contrário. Ah, e antes que eu esqueça, não se assustem com o título, não rola incesto na história, ok? Eles são apenas meios-irmãos de consideração (e só convivem por um curto espaço de tempo, que é quando se apaixonam aos 17 anos de idade). As cenas quentes fluíram bem porque eles tinham uma química legal, bem construída (mas não chegavam a ser "Uau, que casal, que borogodó!"), sinceramente, o casal Elec e Greta nem de longe se comparam ao casal Chelsea e Damien do volume seguinte (e sim, só quis ler esse porque Querido vizinho foi TDB). Mas não me arrependi, afinal é um bom romance, só não fui fisgada inteiramente pelo casal e pelo drama deles. Ah, e fiquei morrendo de vontade de provar aquele sorvete com snickers que a Greta e o Elec adoravam, porque eu sou o tipo de pessoa que não consegue passar uma semana sem comer um desses chocolates, haha.
Sinto que você me vê da forma que a maioria não consegue. Fazê-la me odiar não funcionou porque você sabia que era uma atuação. Obrigado por ser esperta o suficiente para ver além disso.


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