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Egomaníaco
– Que tipo de psicóloga você é? É especialista?– Sou. Pensei que tivesse te falado. Faço terapia de casal.– Terapia de casal?– Sim, trabalho para salvar casamentos problemáticos.– Definitivamente não falamos sobre isso. Eu teria me lembrado, considerando que também trabalho com casamentos problemáticos... Para acabar com eles permanentemente....– Você é idealista. Eu sou realista.
Sinopse:
Na noite em que conheci Drew Jagger, ele tinha acabado de invadir meu novo escritório na Park Avenue. Liguei para a polícia antes de atacá-lo com minhas novas habilidades de Krav Maga. Ele me conteve com rapidez e depois riu, achando graça da minha tentativa de agressão. Claro que meu invasor tinha que ser arrogante. Mas, no fim, ele não era um invasor. Drew era o proprietário legítimo do meu novo escritório. Ele estava de férias enquanto seu elegante espaço era reformado. E foi assim que um golpista conseguiu me enganar alugando para mim o escritório que não estava realmente disponível para aluguel. Perdi dez mil dólares. No dia seguinte, depois de horas na delegacia, Drew ficou com pena e me fez uma oferta que não pude recusar: em troca de atender seus telefonemas enquanto sua secretária estivesse fora, ele me deixaria ficar até encontrar um lugar novo. Provavelmente, eu deveria ter ficado agradecida e mantido a boca fechada quando ouvia o conselho que ele dava aos seus clientes. Mas não conseguia deixar de expressar minha opinião. Nunca esperei que meu corpo reagisse toda vez que discutíamos. Principalmente quando parecia que era só isso que conseguíamos fazer. Nós dois éramos totalmente diferentes. Drew era amargo, bravo, lindo pra caramba e destruidor de relacionamentos. E meu trabalho era ajudar as pessoas a salvar seus casamentos. A única coisa que tínhamos em comum era o espaço que estávamos compartilhando. E uma atração que estava sendo difícil de negar a cada dia que passava.
O que eu achei:
Quando se trata de romances com altas doses de romantismo, sensualidade e fofura, Vi Keeland é insuperável. O livro conta a história de Drew — advogado especializado em divórcios que não acredita mais no amor depois de ter sido traído e de trabalhar com isso diariamente, e Emerie — terapeuta de casais que defende o amor e o casamento e tem uma visão otimista da vida. Daí já viram tudo, né? Nosso amado clichê de atração entre opostos começa a se desenrolar a partir do momento em que eles começam a dividir o espaço onde trabalham e pouco a pouco começam a se apaixonar, e ela o ajuda a renovar a sua fé no amor... Uma comédia romântica sensual dessas pra gente devorar com chocolate do lado, pra ficar de bem com a vida. No comecinho, eles rendem discussões divertidas e o Drew é mega convencido (daí o título, hehe), mas a personalidade fofa da Emerie o pega de jeito e é amor na certa.
Eu via um homem que tinha paixão feroz pelas coisas que amava e que faria qualquer coisa para protegê-las. Passando o dedo pela tela enquanto encarava a nossa foto, de eu caindo no gelo, percebi que tinha caído também de amor naquele dia.
Uma das coisas que eu amo nos livros da Vi é a narração alternada. Alguns capítulos são narrados por ele e outros por ela, e isso nos permite conhecer melhor a cabecinha dos personagens, seus medos, suas inseguranças... Também amo o fato da autora colocar bastante pano de fundo na narrativa antes do envolvimento sexual entre os mocinhos – eles não ficam juntos logo de cara, o que eu acho ótimo, porque dá tempo da gente sentir a química entre eles nascer e começar a soltar faíscas, de torcer para que fiquem juntos – mais que um romance erótico, aqui ela entrega uma história tocante e apaixonante, com protagonistas cativantes, escrita divertida, drama na medida certa. Acho que Vi Keeland é uma das melhores representantes do gênero. Seus romances são pura diversão e felicidade (e não são sacanas). Obviamente eles têm uma linguagem mais adulta (com direito a alguns palavrões) e claro, descrição de cenas apaixonadas e picantes entre o casal, sem serem apelativas, docemente quentes. O final é perfeitinho e ultra, mega, hiper romântico, daquele tipo que você não mudaria nada, nadinha. Ouvindo hoje Chocolate (Jesse & Joy) “¿Quién podría ser mejor? Contigo sale el sol, sazonas mi interior, siempre... se derrite el corazón tan sólo con una mirada, son tus besos, es tu voz que tienen mi alma enajenada, nuestro amor sabe a chocolate...”. ♡
– Tem certeza de que não dormiria melhor se eu ficasse em casa? Você precisa descansar com toda a viagem e o estresse pelo que está passando. Drew jogou a pasta de documentos que estava lendo na mesa.– Venha aqui. Quando dei a volta para onde estava sentado, ele me surpreendeu me puxando para sentar no seu colo.– Quatro horas de sono ao seu lado são melhores do que oito horas em uma cama vazia.
– Mãe, como soube que papai era o certo para você?– Parei de usar a palavra “eu” quando pensava no futuro. Antes de conhecer seu pai, todos os meus planos eram simplesmente isso... “meus” planos. Mas, depois dele, mesmo depois de apenas algumas semanas, eu parei de ver o futuro como meu e comecei a vê-lo como “nosso”. Nem reparei nisso por um tempo, mas, quando falava sobre as coisas que viriam, sábados à noite, feriados, o que fosse, em certo momento, percebi que tinha começado a dizer “nós”, e não “eu”.“Roman tem uma cabana nas montanhas em New Paltz, nós deveríamos ir na primavera.” “Vamos encontrar um jeito...” Drew estava usando a palavra “nós” tanto quanto eu estava, independente se tinha consciência ou não disso. Quando ele se deitou ao meu lado na cama, abracei-o forte. Talvez, apenas talvez, nenhum de nós tivesse achado a pessoa certa antes... porque ainda não tínhamos nos conhecido....– Encontrei uma casinha com um quintal que está disponível para aluguel. Talvez você possa ir comigo ver, e podemos decidir se queremos algo maior... tem três quartos, uma grande banheira e o proprietário me disse que eu podia pintar, se quisesse.– Está me dizendo que vai me deixar adicionar cor à sua vida?– Estou dizendo que já adicionou. Você é o vermelho no meu mundo branco e preto.



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