★★★★
Uma noiva rebelde
E foi assim. O momento não teve nada de romântico, nada que o fizesse perder o fôlego, o deixasse com o coração acelerado ou baboseiras do tipo.
E então Georgie sorriu.
Nicholas perdeu o fôlego.
O coração acelerou.
E ele sentiu na pele todas as baboseiras do tipo.
Sinopse:
4º volume, Os Rokesbys
Ela tinha duas opções… Georgiana Bridgerton nunca foi contra a ideia de se casar. Ela só achava que sua opinião seria levada em conta na hora de escolher o noivo. Mas quando sua reputação está por um fio, Georgie precisa decidir: ou aceita ser uma solteirona pelo resto da vida ou se casa com o vigarista que a sequestrou de olho em seu dote. Mas de repente surge uma terceira opção. Quarto filho de um conde, Nicholas Rokesby está estudando medicina em Edimburgo e não tem o menor interesse em arrumar uma esposa nesse momento. Mas quando descobre que Georgie, sua amiga de infância, corre o risco de ficar arruinada para sempre, ele sabe o que deve fazer. Depois do escândalo... Só que os dois sabem que nunca conseguiriam se ver como mais do que bons amigos. Não é? Ao embarcarem num jogo de conquista nada convencional, repleto de diálogos impagáveis e coadjuvantes carismáticos – entre eles três gatos cheios de personalidade –, Nicholas e Georgie vão descobrir que muitos encantos da vida já estão bem na nossa frente.
O que eu achei:
Numa trama leve, doce e serena, Georgiana e Nicholas, amigos de infância, concordam em se casar para salvar a reputação da mocinha e aí, correspondendo ao esperado, eles descobrem que o amor estava bem diante do nariz e que são, no fim das contas, feitos um para o outro. Ohh... Muito fofinha a história dos dois. E ora, ora, finalmente um mocinho de romance de época tão sexualmente inexperiente quanto a mocinha. Às vezes enjoamos dos libertinos descarados de sempre, rsrs. E o Nicholas era tão terno e fofo. Achei muito meiga a primeira vez deles, os dois meio que sem saber o que fazer, descobrindo um ao outro... lindinhos. Só não dei 5 estrelas porque Uma noiva rebelde não me arrebatou, achei vários diálogos longos e entediantes (do tipo que não levavam a lugar algum) e uma protagonista inicialmente chatinha e com os gatos mais irritantes da história dos animais da ficção! Assim, a autora pode até ter tentado colocar uma pitada de bom-humor com aqueles gatos super mimados, mas para mim, eles só atrapalharam e não deixaram as cenas mais divertidas. Enchiam a paciência, isso sim! E sei lá, dava pra sentir que a autora deu uma enrolada em alguns momentos do enredo. Ficou fazendo cera, como diria a minha mãe. É uma história sem grandes pretensões ou grandes reviravoltas, mas é um livro que te deixa feliz no fim das contas. A verdade é que essa série e a das Irmãs Lyndon são as mais fraquinhas da autora, pelo menos são as de que menos gosto. Os Rokesbys sempre me passaram a impressão de serem histórias meio forçadas, construídas em cima do sucesso de Os Bridgertons, que é a série mais badalada da Julia Quinn. Mas assim, de modo geral, o desfecho da série foi bacana e terminei o livro feliz. Gostei de rever de forma breve os personagens dos livros passados, inclusive a Violet e o Edmund, de Os Bridgertons, no início do casamento. Enfim, uma série que começou bem, ficou chatinha no meio (o volume 2 e 3 são tão insossos), mas terminou ‘ok’. Vou começar a ler a trilogia Bevelstoke agora...
Ela não sabia que um beijo podia envolver mais que o toque dos lábios. Muito menos que podia se fazer sentir pelo corpo todo – na pele, no sangue, na própria alma.
P.s. Assim como no livro anterior, eu ficava pensando: “Caramba, eles se beijam sem nunca escovar os dentes?” É que durante aquela viagem não parecia ter como, ficava só pensando neles trocando beijos na carruagem com o famoso bafo matinal. Eu tenho um problema com cenas de beijos ao acordar, kk. Ah, e pelo visto o Dr. Cullen já praticava medicina naquela época (sob o pseudônimo de William, é claro). Crepusculetes, vocês também repararam no nome do escritor do livro de medicina do Nicholas? Haha.

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