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Uma promessa e nada mais
– Sou seu marido. Quando se sentir solitária, com medo ou infeliz, é a mim que deve procurar, Chloe. Meus braços são seus, minha força também, aconteça o que acontecer. Você nunca será um fardo para mim.– Vou lembrar isso a você – disse ela – na próxima vez que brigarmos.– Brigaremos? E você vai me lembrar disso?– Sim e sim – respondeu ela.Ele tomou o rosto dela em suas mãos e perguntou a si mesmo quando as muralhas de seu coração tinham sido rompidas. Pois tinham sido rompidas.Então a beijou.
Sinopse:
Livro 5, Clube dos sobreviventes
Ralph Stockwood sempre se orgulhou de ser um líder nato. Mas, quando convenceu os amigos a lutarem com ele nas Guerras Napoleônicas, nunca imaginou que seria o único sobrevivente. Mesmo atormentado pela culpa, Ralph precisa seguir em frente, arranjar uma esposa e garantir um herdeiro para seu título e sua fortuna. Desde que a participação de Chloe Muirhead na temporada de Londres terminou de forma desastrosa, ela aceitou a possibilidade de ser, para sempre, uma solteirona. Para escapar da própria família, a moça se refugia na casa da madrinha de sua mãe. Lá, conhece Ralph. Ele precisa de uma esposa. Ela não acharia ruim encontrar um marido. Então Chloe sugere que os dois se casem, por conveniência. A condição é uma só: Ralph precisa prometer que nunca a levará de volta a Londres. Mas, de uma hora para outra, as circunstâncias mudam. E logo fica claro que, para Ralph, o acordo foi apenas uma promessa e nada mais...
O que eu achei:
Muito carinho pela escrita tocante da Mary B. Aqui, a velha história de casamento por conveniência que se transforma em um casamento de amor ganha uma sensibilidade ímpar. Dá pra sentir que a autora queria falar sobre algo mais profundo, sabem? Esse romance tem uma vibe melancólica que traz muita sinceridade ao texto. Uma promessa e nada a mais é um livro sentimental, delicioso, mas ao mesmo tempo, é também um romance muito realista. Sem mimimi, sem flores e corações a todo instante, e sem um drama forçado e muito noveleiro... hehe. Firme, madura e um tanto solitária... a Chloe é uma lutadora serena, que conquista o carinho da leitora de forma natural, ela não pede, conquista pura e simplesmente. A impressão que tive é de que os dois, ela e Ralph, eram meio lobos solitários, pessoas sensíveis, mas que por já terem sido machucadas, evitavam emoções fortes e pareciam dispostas a aceitar o que a vida trouxesse com indiferença. Mas aí, naquele casamento cuidadosamente planejado e sem emoções, entra em cena a compreensão, a aceitação e consequentemente, o amor. Está aí um belo exemplo de livro que traz aconchego ao coração, que cativa, que inspira, que renova a nossa esperança no amor e no perdão e que nos convida a pensar sobre o luto, sobre a depressão, sobre as feridas da alma humana. Só que tudo isso com delicadeza, com ternura... e com um romantismo suave.
– Estou ansioso para envelhecer com você, Chloe. No tempo correto, quero dizer. Estou ansioso para primeiro ser jovem com você, depois ser de meia-idade. Estou ansioso para passar minha vida inteira com você.
Os diálogos estão lindos, os personagens secundários são maravilhosos – uma atenção especial aqui para os avôs do Ralph e para o irmão da Chloe. Não há dúvidas de que Graham foi um personagem muito bem construído e tocante. – Além da breve aparição de personagens memoráveis da série Os Bedwins, como o meu amado Bewcastle e seu olhar prateado (amo). Também adorei rever os sobreviventes, é claro. Um dos melhores da série, indubitavelmente. Aquele tipo de livro que você passa a sentir um imenso carinho pelos personagens e que deseja que não tenha fim. Au revoir.
– Fui um debatedor na escola – disse ele. – Um dos bons. Persuasivo. Sempre podia encontrar as palavras corretas. Sempre falei de improviso, seguindo meu coração em vez de usar um roteiro, como os outros garotos – prosseguiu ele. – Funcionava para mim. Eu falava com paixão. Mas não consigo pensar em uma palavra sequer para dizer... além de ‘eu te amo’. Podem ser palavras ridículas, desprovidas de significado. Clichês, inadequadas. Constrangedoras. O problema, Chloe...Ela levantou a mão e pousou a ponta dos dedos nos lábios dele.– Mas são as palavras mais belas de nossa língua quando estão unidas – disse ela. – Ouça bem. Eu te amo, Ralph.

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