★★★
Sedução da seda
Mulheres são caprichosas e difíceis de agradar, é verdade. Os homens, por sua vez, são mais fáceis, porém têm muito mais caprichos. (...) Você é um homem. Os homens são perdoados com presteza por coisas que, para as mulheres, não têm perdão.
Sinopse:
Livro I - As modistas
Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon. Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna. O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas. Primeiro livro da Série As Modistas, Sedução da seda é como um vestido minuciosamente desenhado por Loretta Chase: de cores suaves e românticas em alguns trechos, mas adornado com os detalhes perfeitos para seduzir.
O que eu achei:
Mesmo amando romances de época, nunca tinha me animado pra ler a série As modistas. Mas estou determinada a ler, ainda esse ano, os livros encalhados há muito tempo na minha estante... então vejamos: o prólogo me pareceu bem interessante, apresentando uma família pouco convencional — um bando de trapaceiros, rs. A heroína vem de uma família de vigaristas e desde pequena ela e suas irmãs tiveram que aprender a se virar. Batalhadora, com a ajuda das irmãs, Marcelline montou sua pequena loja de vestidos. Ela ficou viúva cedo e também traz na bagagem uma filha pequena, a Lucie (ô garotinha mimada). Tentando conquistar uma clientela nobre, ela vai até Paris para convencer o duque de Clevedon de que ela deve ficar responsável por vestir sua futura noiva, Lady Clara. E aí, uma atração vai nascendo entre eles e fica cada vez mais forte e etc. Quando se reencontram em Londres, ele a ajuda de várias formas e ao conhecer a filha da Marcelline, Clevedon também cai de amores pela menina.
A vida sempre encontrava um jeito de atrapalhar seus cuidadosos planos, várias e várias vezes. A roleta era mais previsível que a vida.
Já tinha dado pra sacar que o livro prometia protagonistas femininas fortes, realistas, mercenárias e nem tão boazinhas assim. Mas, confesso que a Marcelline me surpreendeu negativamente, por causa da dureza da vida, ela se tornara uma mulher calculista e manipuladora. Não caí de amores pela mocinha. E agora falando do Clevedon, é com imenso prazer que lhes apresento o duque mais palerma da história dos romances de época: o cara comia na mão da Marcelline. Sem sentido algum uma modista procurar um duque pra tratar acerca de vestidos, era mais coerente procurar a futura noiva do duque. Daí mais tarde ela fica forçando o cara a se casar com lady Clara por motivos bobos, situações que jamais teriam acontecido na época. Até a filha de 6 anos da Marcelline tinha o Clevedon nas mãos, af, confesso que prefiro os duques mais durões nesse tipo de romance. Clevedon e Marcelline até são interessantes, mas duas coisas me incomodaram basicamente na história: a ambição sem limites da Marcelline e a falta de posicionamento do Clevedon. Senti falta de um romantismo mais tradicional, e a trama por vezes ficava arrastada e sem pé nem cabeça. Quando Clevedon diz: "todas as mulheres são mistérios" lembrei da música Garotos: "Certas mulheres como você me levam sempre onde querem / garotos não resistem aos seus mistérios / garotos nunca dizem não / garotos como eu sempre tão espertos / perto de uma mulher / são só garotos...” Decidi que essa é a música do Clevedon, porque combina com o personagem, rs. Ouvindo hoje: Menina veneno do Ritchie.
Se você não pode ser bem-vinda em meu mundo, prefiro não morar nele.A vida não é perfeita. Mas prefiro vivê-la de forma imperfeita ao seu lado.

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