Todo ar que respiras

Como é possível duas pessoas que se conheceram apenas uns poucos dias terminarem tão angustiadamente decepcionadas uma com a outra e, mesmo assim, nenhuma delas conseguiu esquecer a outra quase três anos depois? É que, quando estiveram juntas durante aqueles dias, essas duas pessoas se amaram tanto, que nenhuma das duas pôde suportar o sofrimento e, sem o saber, infligiram esse sentimento uma à outra depois.

Sinopse:

Eles se conheceram num paraíso: dona de um restaurante em Chicago, Kate Donovan não poupa esforços para cumprir seus objetivos e manter o legado do seu pai. Mitchell Wyatt é um empresário de personalidade implacável, herdeiro da expressiva fortuna da família Wyatt. Kate tentou resistir a Mitchell, mas foi em vão. A princípio, deram passagem à timidez, mas com o tempo se entregaram a um turbilhão de emoções novas e mágicas, diferente de todas as experiências que já haviam vivenciado. O cenário da paixão arrebatadora é a ilha tropical de Anguila, terrritório britânico no Mar do Caribe. Mas a plenitude da felicidade chega ao fim quando Mitchell é intimado por sua família a comparecer ao interrogatório sobre o desaparecimento de seu irmão. Com o alvoroço e a pressão provocados pelos jornais, ele se isola em seu mundo de poder e privilégios. Insegura, Kate começa a desconfiar do que sabe a respeito de sua misteriosa paixão. Teria sido ele o culpado de um escândalo com tamanha proporção? Que segredos revela seu passado? O que o futuro lhe reserva? O que ele planeja com ela? Numa história que dosa paixão e mistério em tom dinâmico e arrebatador, a mestre do romance, Judith McNaught, instiga leitores do mundo inteiro a conhecer o desfecho dessa eletrizante história de amor.


O que eu achei:

Estou tentando ler os livros que estão encalhados há muito tempo na minha estante. Eu gosto da maioria dos livros da Judith, e amo alguns em particular... mas, por alguma razão, nunca tinha conseguido levar adiante a leitura de Todo ar que respiras e o pobrezinho estava num cantinho no fim da prateleira esse tempo todo. E finalmente concluído, posso dizer exatamente o que me fez torcer o nariz para os protagonistas na época e o quanto eu fui injusta com a história deles, porque afinal é linda demais! Quando conhece o Mitchell na ilha e se envolve com ele, Kate estava namorando o Evan, (spoiler: um canalha), mas por mais que o namorado fosse ausente e ela não estivesse apaixonada, ela o traiu. Estava confusa, solitária e triste e tudo isso resultou em ver magia em tudo relacionado ao sexy e misterioso Mitchell. Sei lá... ela podia ter terminado primeiro com o Evan, e depois se permitir ficar com o Mitchell. Mas lendo sem julgamentos, percebi que foi algo muito intenso e particular que os atingiu, algo não premeditado e tipo, os romances dessa autora despertam tantas emoções em nós que é impossível não se envolver com os protagonistas, sofrer e torcer muito por eles. Então lembro que na época fiquei julgando os protagonistas como desleais e injustos sem nem ir adiante na leitura. Passei um tempinho sem conseguir sentir a "magia" de uma história de amor que nascia de uma traição. O namorado tinha pago a viagem e ela lá, se divertindo com o outro, kk. Mas o fato é que o Evan revela quem verdadeiramente é mais pra frente.

E finalmente, adoro ver personagens imperfeitos crescendo ao longo da história e tentando dar o melhor de si. E mudando, amadurecendo. Portanto, sinto que li esse livro no tempo certo, afinal trata-se de um romance mais maduro, com umas nuances interessantes, recheado de momentos que nos fazem prender o fôlego, e sim, com as intrigas e mal-entendidos de sempre (marca registrada da autora) que insistem em separar os mocinhos. Essa autora simplesmente sabe como escrever um romance, seus livros sempre trazem esse clichê de mulheres doces, inteligentes e decididas e homens másculos, possessivos e extremamente amorosos que se apaixonam e que são separados por grandes mal-entendidos, e ainda assim, a gente não se cansa do estilo, da sensação de terminar o livro e ficar pensando com carinho nos personagens... me vi completamente fisgada e torcendo loucamente por Kate e Mitchell (esse livro com certeza pede uma releitura num cenário tropical), ah, e foi tão legal rever Zack e Julie, de Tudo por amor (lindos). Matt e Meredith, de Em busca do paraíso, também apareceram (mas eu nem liguei tanto para esses dois, afinal, a Meredith continuava tão chata quanto eu me lembrava, rs). E haja paciência para a Holly, a melhor amiga com os piores conselhos do mundo, que mais atrapalhava que ajudava. O Evan, o namorado traído, era um cafajeste, e mais que mereceu ser deixado pra trás e ter a testa enfeitada, e ainda ter levado uma surra do Mitchell no final, haha. Mas amei o Padre Donovan, tio da kate, que no pouco que apareceu, só tentou reconciliar o casal. E o que era aquele filhinho fofo da Kate e do Mitchell? Morri de amores. Ah, e embora os romances sejam independentes, os personagens dos livros anteriores adoram marcar presença e se relacionarem, e se você gosta de seguir uma ordem cronológica e resolver maratonar os romances contemporâneos da Judith, siga a deixa: (1) Em busca do paraíso (história de Matt e Meredith), (2) Tudo por amor (história de Zack e Julie) e (3) Todo ar que respiras (história de Mitchell e Kate). Também já li Doce triunfo, Lembranças de nós dois, e Dois pesos, duas medidas, que são contemporâneos mas não se relacionam com estes.

Desde o início, haviam sido destinados um ao outro. E assim continuavam.


Aroma do dia: chá de jasmim
Ouvindo: Todavía no te olvido / Carlos Rivera, Río Roma

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