Um beijo e nada mais

– É possível que as pessoas mudem, Imogen?
– É possível.
– Como?
– Às vezes, é necessário que aconteça uma calamidade.

Sinopse:

Livro 6, Clube dos sobreviventes

Desde que testemunhou a morte do marido durante as Guerras Napoleônicas, Imogen, lady Barclay, se isolou em Hardford Hall, na Cornualha. O novo dono da propriedade ainda não apareceu para reivindicá-la, e ela torce desesperadamente para que ele nunca venha acabar com sua frágil paz. Percival Hayes, o novo conde de Hardford, não tem nenhum interesse na região distante da Cornualha, tanto que, desde que recebeu o título, nunca quis conhecer o lugar. Mas em seu aniversário de 30 anos ele está tão entediado que decide impulsivamente fazer uma visita às suas terras. Ao chegar lá, fica chocado ao descobrir que Hardford não é o monte de ruínas que imaginou. Fica perplexo também ao constatar que a viúva do filho de seu predecessor é a mulher mais linda que já viu. Em pouco tempo, Imogen desperta em Percy uma paixão que ele jamais pensou ser capaz de sentir. Mas será que ele conseguirá resgatá-la da infelicidade e convencê-la a voltar à vida?


O que eu achei:

"Mary Balogh só fica melhor, sempre com personagens interessantes e histórias maravilhosas para contar." – The Atlanta Journal-Constitution (preciso concordar). Uau, que lindo, meninas... Quando leio um livro assim, tão cálido, honesto, coerente e romântico, me sinto... apenas feliz. Esses livros são um verdadeiro refúgio, uma caverna na qual podemos nos abrigar desse mundo caótico. Mary está arrasando nessa série de pegada mais madura.
 
– É preciso levar em consideração as mulheres – falou ele. – Seu marido não era a única pessoa de coragem em seu casamento, lady Barclay. Tenha um bom dia.
 
O começo apresenta um protagonista entediado com sua vida fácil demais. Arrogante e aparentemente esnobe, ele logo dá um jeito de começar as coisas com o pé esquerdo com a (também aparentemente) fria e indiferente Imogen, arrumando briga com a nossa heroína assim que põe os pés na Cornualha. E é claro que eu adorei, haha. Particularmente, gosto quando o casal começa se desentendendo e achando que se odiarão para todo sempre (e vocês, também amam um clássico caso de aversão mútua à primeira vista?). Em vários momentos o Percy me lembrou o Joshua, protagonista de Ligeiramente escandalosos, aquele cara que aparenta ser um tanto superficial, mas que é todo coração quando se conhece um pouco melhor. E aquela cena do penhasco? Praticamente um déjà vu desse outro livro da autora (que eu amo, por sinal). E eu amei conhecer melhor a Imogen, que sinceramente, não havia chamado muito a minha atenção quando mencionada nos livros anteriores.

– Somos feitos de tudo que vivemos, Percy. São a alegria e a dor de nossa individualidade. Cada um de nós é único. 

Está aí um romance que se mantém instigante do começo ao fim, que conta ainda com o bônus de um mistério rondando a trama, envolvendo contrabando e a morte de Dicky, o falecido marido da Imogen. E é isso, florzinhas, se vocês ainda não leram a série, espero que leiam, os livros, em sua maioria, são profundos, tocantes e lindíssimos. Roendo as unhas pelo desfecho da série, protagonizado pelo duque de Stanbrook (esse livro promete, preparem seus coraçõezinhos). Ahhh, vocês também não amam um duque de protagonista?

– Acredito que todos nós temos o direito de sermos infelizes, se for isso que escolhermos com toda a liberdade. Mas não tenho certeza de que temos o direito de permitir que nossa infelicidade provoque a infelicidade de outrem. O problema com a vida é que estamos todos juntos nela. 

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